janeiro 12, 2026
J2NSB3ARZROOHBAVJUEPI52Q3A.jpg

A polícia informou esta segunda-feira que apanhou 9.994 quilos de cocaína em alto mar, quase dez toneladas. Um esconderijo escondido num dos porões do navio. Unidos Sque viajava com sal é a maior apreensão de cocaína na água na história da polícia. O recorde absoluto de apreensão de um carregamento de cocaína em Espanha pertence às 13 toneladas apreendidas em outubro de 2024 no porto de Algeciras.

Na madrugada do dia 6 de janeiro, em plena Noite dos Reis Magos, agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia (SOG) embarcaram no avião. Unidos S e prenderam 13 pessoas a bordo: sete cidadãos indianos, quatro turcos e dois sérvios. Eles operaram antes de as organizações de compra de drogas começarem a enviar lanchas para recolher fardos em alto mar, uma situação que teria tornado praticamente impossível a recuperação de tantas drogas. Na verdade, já tinham colocado 37 fardos a estibordo, pesando quase uma tonelada, para efetuar a descarga, que presumiam ser imediata. O restante das drogas estava escondido em um dos dois armazéns, empilhados em fileiras de fardos de cocaína cobertos de sal.

Uma representante dos agentes envolvidos na operação, chamada Marea Blanca, explicou esta segunda-feira os detalhes da intervenção no porto de Santa Cruz de Tenerife. O Comissário Alberto Morales, chefe da Brigada Central Antinarcóticos, destacou a importância da operação tanto como um “golpe decisivo” nas redes de tráfico de drogas como porque demonstra a eficácia da cooperação policial internacional no combate ao tráfico global de drogas.

As ações, como costuma acontecer nas intervenções em alto mar, tiveram suas complicações. O navio teve de ser rebocado para o arquipélago das Canárias depois de ficar sem combustível e permanecer parado durante quase 12 horas. Após o desembarque, necessitaram do apoio da Sociedade de Resgate e Segurança Marinha (SASEMAR).

Desde 1999, quando o navio foi sequestrado Tammsaare transportando 7.500 quilos de cocaína na proa, nunca havia sido realizada uma operação dessa envergadura em alto mar. Então os primeiros cálculos mostraram que o barco carregava dez toneladas, mas depois esse número foi reduzido.

A investigação foi coordenada e dirigida pela Procuradoria Especial de Narcóticos do Tribunal Nacional e pelo Tribunal Central de Instrução n.º 4, e colaborou com autoridades de vários países, como a Agência Nacional do Crime (NCA) do Reino Unido, a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (Drug Enforcement Administration, DEA), o Centro de Análise e Operações Marítimas Contra o Tráfico de Drogas (MAOC-N), com sede em Lisboa, e a Polícia Federal brasileira.

Referência