Poucas coisas inspiram tanta unanimidade como uma boa sobremesa. E se falarmos do mais famoso do continente americano, a Argentina joga em uma liga diferente. Sua história culinária, marcada pela imigração europeia e pela cultura do café forte e do chá da tarde, explica porque as sobremesas argentinas fazem parte do dia a dia com absoluta naturalidade. Aqui a doçura não é apenas o fim da refeição, é um motivo para ficar mais um pouco à mesa.
Neste passeio pela pastelaria argentina aparecem nomes que todo viajante já ouviu ou provou: doce de leite, alfajores ou chocotorta, sobremesas que mudaram gerações sem perder a identidade. A Argentina pode ser dividida por província ou sotaque, mas há uma coisa que a une: uma ligação quase emocional com os doces.
1. Alfajores
Excelente sobremesa argentina. Dois biscoitos acompanhados de doce de leite e, dependendo da versão, cobertos com chocolate ou polvilhados com açúcar. Eles estão por toda parte e fazem parte da infância e da vida cotidiana.
2. Doce de leite
Mais que uma sobremesa, um ingrediente onipresente. É comido sozinho, barrado, em pães achatados ou recheado com qualquer coisa. É um dos maiores símbolos gastronômicos do país e difícil de substituir por outro que não seja o argentino.
3. Bolo de chocolate
Um clássico moderno nascido nos anos oitenta. Camadas de biscoitos de chocolate, cream cheese e doce de leite sem forno. Leve, poderoso e absolutamente popular, especialmente em reuniões familiares.
4. Pastafrola
Torta de massa quebrada recheada com marmelo ou batata doce, coberta com uma treliça distinta. É frequentemente encontrado em potlucks e reuniões informais e é um dos doces mais reconhecidos no livro de receitas caseiras.
5. Vigilante
Uma sobremesa simples e imediata: extravagante e doce, tradicionalmente marmelo. É servido como um final rápido de refeição e reflete bem a atitude argentina em relação aos doces, sem complicações ou enfeites.