Todos conhecemos Melchior, Gaspard e Balthasar. Sabemos quais presentes eles trouxeram, como chegaram a Belém e por que aparecem na hora todo dia 6 de janeiro. O que quase ninguém sabe é que, segundo uma antiga lenda popularizada no final do século XIX, havia três deles desaparecidosmas quatro. E que o quarto, chamado Artabanus, nunca chegou a tempo.
História O Quarto Rei Mago Não aparece nos Evangelhos e não faz parte da história canônica. Sua origem é literária e simbólica. Mas isso não me impediu, porque 1895sua figura fascinou gerações inteiras.
O quarto rei mago que deixou para trás
Segundo esta lenda, Artabanus, às vezes chamado de Artabanus, pertencia ao mesmo grupo de sábios de Melchior, Gaspar e Balthasar. Os quatro concordaram em se encontrar em uma antiga cidade da Mesopotâmia para viajarem juntos a Belém e adorarem o Messias recém-nascido.
Enquanto os outros carregavam ouro, incenso e mirra, Artaban carregava gemasjoias de enorme valor destinadas ao mesmo fim. Mas sua história deu errado antes mesmo de começar.
No caminho para o local do encontro, Artaban encontrou um homem idoso, doente, pobre e abandonado. Ele teve que tomar uma decisão imediata: seguir em frente e seguir o plano… ou parar e ajudar. Ele escolheu o último.
Quando ele chegou ao local do encontro, os outros reis já haviam partido.
Uma jornada que nunca terminou
Artaban não desistiu e decidiu continuar a viagem sozinho. Ele foi para Belém, mas chegou atrasado. José e Maria já haviam fugido para o Egito para escapar da perseguição organizada por Herodes. A criança a quem ele deveria dar os presentes não estava lá.
Então a história se transforma em uma longa peregrinação. Artabanus decide continuar sua busca por Jesus. E neste caminho ele encontra continuamente as pessoas necessitadas: os doentes, os famintos, os presos, os pobres. Cada vez que alguém lhe pede ajuda, ele entrega uma de suas joias.
Seus tesouros estão diminuindo. Seu objetivo é ir embora. Mas nunca deixa de ajudar.
Trinta e três anos depois
O tempo está passando. Décadas. Artaban está envelhecendo. E depois trinta e três anos Em busca da era simbólica de Cristo, chega a Jerusalém, no Monte Gólgota, onde assiste à crucificação de um homem que é chamado de Messias.
Neste ponto, ele só tinha uma joia: o rubi. Ele finalmente está pronto para oferecer isso. Mas mesmo assim surge alguém que precisa mais de ajuda do que ele: uma mulher que está prestes a ser vendida como escrava para pagar a dívida de outra pessoa. Artaban traz a última pedra para comprar a sua liberdade.
Ele perde tudo. Incluindo, aparentemente, a sua missão.
Exausto, ferido e morrendo após o terremoto, Artabanus acredita que falhou. Ele nunca adorou o Messias. Ele nunca deu a ela seus presentes. Ele nunca chegou a Belém.
Um final que dá sentido a tudo
Segundo a lenda, neste momento ele ouve uma voz listando todos os atos de compaixão que realizou em sua vida: alimentou os famintos, deu de beber aos sedentos, vestiu os nus, libertou os cativos. Confuso, Artabano pergunta quando fez tudo isso pelo Messias.
A resposta é simples e mortal: toda vez que você ajudou os outros, você fez isso por mim.
Assim, o quarto Rei Mago entende que cumpriu sua missão. Só que ele fez diferente.
Uma história que se tornou popular em 1895.
A figura de Artaban se difundiu especialmente a partir de 1895, com a publicação do conto. Outro sábioEscritor americano Henrique van Dyke. Desde então, a história foi reinterpretada em livros, peças teatrais, adaptações infantis e reflexões religiosas.
Nunca foi pretendido que fosse uma história histórica. Esse alegoria moraluma fábula sobre o sentido da vida, a compaixão e o verdadeiro sentido da fé.