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Uma mulher de 73 anos morreu esta quinta-feira em consequência dos ferimentos sofridos no descarrilamento de um comboio interoceânico no Istmo de Tehuantepec, ocorrido no passado domingo em Oaxaca. Com essa morte, confirmada pelo Ministro da Marinha (Semar), o número de mortos no acidente aumentou para 14. Trata-se de Hilda Alcantara Alvarado, avó de Elena Solorza, menina de seis anos que também morreu no acidente e é uma das vítimas menores.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o ministro da Marinha garantiu que está a trabalhar na assistência integral às vítimas. “Expressamos a nossa solidariedade e condolências à sua família e entes queridos”, partilhou.

O trem, composto por duas locomotivas e quatro vagões de passageiros, viajava domingo na Linha Z, que vai de Salina Cruz, em Oaxaca, a Coatzacoalcos, no estado de Veracruz. O descarrilamento ocorreu quando o motor principal saiu dos trilhos. Havia 250 pessoas no trem: 241 passageiros e 9 tripulantes. A linha é propriedade do governo mexicano e faz parte do projeto do corredor interoceânico do Istmo de Tehuantepec, que visa reabrir as ferrovias no sul do México a partir de 2023.

A Procuradoria-Geral da República (FGR), a Agência Reguladora Ferroviária e a Secretaria de Infraestrutura, Comunicações e Transportes estão investigando as causas do acidente por meio da análise do gravador de eventos do comboio, conhecido como “caixa preta”, que armazena informações importantes sobre velocidade, frenagem e manobras do operador.

Paralelamente, o Instituto Mexicano de Segurança Social (IMSS) informou que pelo menos 10 pessoas estavam a receber cuidados em vários hospitais, incluindo alguns hospitais altamente especializados na Cidade do México e em Mérida, Yucatán. Por sua vez, a presidente Claudia Sheinbaum garantiu terça-feira na última conferência matinal de 2025 que está aberta a ouvir especialistas internacionais e pediu ao almirante Raimundo Pedro Morales Angeles, secretário da Marinha, que encontrasse um certificador internacional para dar aprovação antes de reabrir a estrada após o acidente. “Se houver recomendações sobre o que precisa ser feito para ser mais seguro, então essas recomendações devem ser aceitas”, disse Sheinbaum após o acidente.

A queda do Trem Interoceânico, um dos projetos estratégicos do governo federal para ligar o Oceano Pacífico ao Golfo do México, abriu uma nova frente de questionamentos sobre a segurança da ferrovia e as condições em que o serviço foi lançado.



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