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01/01/2026 às 20h29.

Você já se perguntou quantas vezes uma carta pode ser entregue ao mensageiro dos Três Reis Magos sem que as dúvidas criadas pela superpopulação de carteiros comprometam a ilusão? Meus filhos de três anos já escreveram quatro cartões sobre temas diferentes. caixas de correio e sentou-se no colo de pelo menos cinco Papais Noéis e vários pajens neste Natal. Pelo menos ainda são demasiado jovens para tirar conclusões, mas temos de fazê-los olhar para elas. A agenda do Ano Novo não é menos movimentada. Até domingo, quando sai o Diário Oficial, a cidade tem reuniões agendadas com pelo menos seis ou sete carteiros reais em bairros, centros comerciais e alguns outros estabelecimentos. Se no final se descobrir que Suas Majestades do Oriente têm mais funcionários remunerados do que os correios, que agora estão atrasados ​​com as encomendas e atrapalham os endereços de entrega.

Confirmamos que há mais pregoeiros do que policiais locais. Acompanhar tantas cavalgadas – nenhuma delas supera a Cavalgada Los Remedios, que detém o recorde de trazer nada menos que 1.200 beduínos às ruas – é impossível. Nada fizemos senão continuar a inércia do outono passado com marchas extraordinárias, que se revelaram invioláveis, pois estamos a falar de uma manifestação popular, que tem a mesma essência de um protesto. E agora está acontecendo a mesma coisa com os desfiles de Natal. Mas eles são iguais? Estão protegidos pelo artigo 21.º da Constituição espanhola? Teremos que consultá-lo, porque o que realmente acontece nas ruas exige medidas de segurança adequadas e dispositivos médicos preventivos, semelhantes aos contratados por clubes e federações desportivas para acolher jogos ou empresas de gestão de eventos para concertos de massa.

Estamos acostumados a liberar tudo o que é protegido por direitos constitucionais, seja por zelo religioso, seja por entusiasmo infantil – pelas crianças, dizem. Depois de tantos excessos, a ideia do autarca de cobrar taxas de segurança a quem quiser sair às ruas parece-me cada vez mais consistente e, sobretudo, mais justa. No final das contas, tudo de graça vem dos seus impostos e dos meus. As horas extras da polícia local, que luta arduamente contra José Luis Sanz por um bom motivo, são pagas por todos nós. Não há quem possa apoiar tantas manifestações populares nas ruas, se até os grupos musicais deveriam ter uma lista de espera com tantos eventos de confraternização e Natal que acabam combinando no calendário. Neste novo ano, devemos decidir restabelecer a medida das coisas, nem que seja para não anular o entusiasmo das crianças.


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