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Em janeiro de 2022, Villa, então comandado por Steven Gerrard, sabia que faltava um verdadeiro meio-campista que pudesse estabilizar a equipe e dar mais liberdade a outros, como John McGinn.

Parte da discussão foi como tirar o melhor proveito de Douglas Luiz e encontrar a combinação ideal no meio-campo com um camisa seis que pudesse usar a bola e ter disciplina posicional.

Villa levou em consideração como as parcerias no meio-campo foram negligenciadas e como elas precisam ser equilibradas, comparando-as com zagueiros cruciais.

Kamara jogou como zagueiro no início de sua carreira no Marselha, mas jogar no meio-campo poderia colocá-lo no meio de uma defesa de três.

Isso deu a Villa uma visão de suas habilidades, como ele poderia construir o jogo na defesa e uma apreciação por sua consciência posicional e pelas áreas que gostaria de ocupar.

Os olheiros viram um jogador com caráter e coragem, um jovem disposto a se destacar em Marselha – que se estreou aos 16 anos depois de ingressar no clube aos cinco – onde a pressão é palpável.

Eles viram calma e compostura, o que os levou a acreditar que ele poderia fazer uma boa transição para a Premier League.

Um ponto negativo foi seu histórico de lesões, e em sua primeira temporada ele perdeu 17 jogos devido a problemas nos joelhos e tornozelos.

Pior ainda, ele rompeu o ligamento cruzado anterior contra o Manchester United em fevereiro de 2024, deixando-o afastado dos gramados por oito meses.

Ainda assim, havia confiança de que, dada a sua carga de trabalho no Marselha, ele poderia suportar os rigores da Premier League e da Europa.

Os olheiros do Villa analisaram a vitória do Marselha por 2 a 0 sobre o Lens em janeiro de 2022 para avaliar Kamara contra outro alvo em potencial, Cheick Doucoure, que se juntou ao Crystal Palace naquele verão.

A essa altura, decidiram não contratar o meio-campista central na janela de inverno e priorizaram a contratação de Kamara, que o acompanhava há mais de um ano, a título gratuito.

Rodrigo Bentancur, do Tottenham, então na Juventus, era uma opção, mas havia dúvidas se ele era o meio-campista puro de que Villa precisava e se conseguiria trazer disciplina suficiente para a função.

Gerrard observou Ibrahim Sangare – agora no Nottingham Forest – pelo PSV Eindhoven contra o Leicester nas quartas de final da Europa Conference League.

Ele também viu Kamara na derrota do Marselha nas semifinais da Conference League para o Feyenoord.

Mas a essa altura o negócio já estava fechado: Villa venceu o Atlético de Madrid na assinatura. Os olheiros de Villa estavam confiantes de que ele era a melhor opção.

O meio-campista teve reuniões com os dois clubes, mas optou por se mudar para a Inglaterra depois que o CEO Christian Purslow, o diretor esportivo Johan Lange e Gerrard voaram até ele.

Referência