janeiro 12, 2026
abc-noticias.jpg

A emoção de mais um grande desfile em Sevilha mal passou e já estou nervoso de novo. Não importa o quanto eu tente, é impossível não ser. Sempre vou para a cama no dia 5 mandando alguns WhatsApps para a família e as crianças insistindo. é que hoje você não precisa acordar cedo, que podemos começar mandando mensagens e ligando em um horário decente, mas a realidade é que então sou o primeiro a ficar de olhos bem abertos às cinco da manhã. E sim, este ano aconteceu comigo de novo. Isso só acontece comigo? Espero que não. Isso algum dia acabará? Espero que nunca. Agora ouvi barulho novamente na sala. Eu sei que são eles e deixam meus presentes na casa da minha mãe. A mesma coisa acontece com você, certo? E me conta que pelo menos uma vez na vida você também viu Reis no corredor. Mesmo que fossem apenas as sombras deles já saindo pela porta. Não é? Eu sei que estamos todos no mesmo barco. Ou quase todos, porque de vez em quando – graças a Deus, não muitos – eu ouvia: “Quando você crescer, você vai superar essa ilusão”.

Pois bem, quem ainda não é avô, mas já deixou a infância e a juventude há muito tempo, não tem a menor intenção de fazê-lo. E sim, entre os nove e os dez anos comecei a conhecer vários Reis, aqueles que, segundo os nossos familiares, já estavam a “crescer”, mas sempre soube que então eu era mais um responsável por transmitir esta tradição que nunca deveria acabar. E para isso você só precisa saber se cercar das pessoas certas. Melchior, Gaspard e Balthazar são, claro, insubstituíveis, mas a minha estrela das ilusões sempre se chamará Alicia. Não há uma manhã de 6 de janeiro em que a sala da mãe não esteja cheia de presentes, balões, chocolates e magia. Muitos. Porque senão seria impossível ter os Reis que meu irmão e eu sempre tivemos.

E o que podemos dizer de Carlos, Lola, Vicente Jr. e Victoria. Esses quatro foram realmente meus três sábios nos últimos 20 anos e continuarão assim no futuro. Jamais esquecerei a cara do primeiro, meu afilhado, abrindo seus presentes. Sua primeira bola de futebol, sua primeira camisa espanhola, uma viagem ao Barcelona para jogar contra o Betis. Ainda nos lembramos dele, embora já tenha mais de vinte anos. A esperança que Lola (minha afilhada adotiva) me deu não tinha limites. Ele nem os tem, apesar de aos onze anos ter feito sua estreia no time adulto. Este sorriso nervoso é Patrimônio Mundial. Agora tem meu sobrinho Vicente Jr., “Terremoto”, que ri e aplaude sem parar enquanto abre todas as motos que lhe são trazidas. E o futuro está garantido pela pequena Victoria, minha afilhada. Vivemos as horas mais lindas do ano e só peço uma coisa: Melchor, nunca solte minha mão. Felizes reis.


Limite de sessão atingido

  • O acesso ao conteúdo premium está disponível através do estabelecimento em que você está, mas atualmente há muitas pessoas logadas ao mesmo tempo. Tente novamente em alguns minutos.


tente novamente




ABC Premium

Você excedeu seu limite de sessão

  • Você só pode executar três sessões por vez. Encerramos a sessão mais antiga para que você possa continuar assistindo as demais sem restrições.


Continuar navegando


Artigo apenas para assinantes


Referência