janeiro 11, 2026
fotonoticia_20260106015216_1200.jpg

MADRI, 6 de janeiro (EUROPE PRESS) –

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu esta segunda-feira em descartar a possibilidade de realização de eleições na Venezuela no curto prazo após a invasão em que tropas norte-americanas capturaram o Presidente venezuelano Nicolás Maduro, acontecimento após o qual o ocupante da Casa Branca declarou que ele próprio estava no comando do país caribenho.

“Temos que consertar o país primeiro. As eleições não podem ser realizadas. As pessoas não podem votar”, disse o magnata republicano em entrevista à NBC, na qual rejeitou o período de um mês sugerido numa pergunta: “Não, vai demorar um pouco.” “Devemos cuidar do país até que ele se recupere”, acrescentou.

Por outro lado, apontou o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, bem como o seu conselheiro Stephen Miller, como membros proeminentes de um grupo com “experiência diversificada” que supervisionaria o papel de Washington na Venezuela. Em geral, quando questionado sobre quem é o responsável final pela governação dos EUA neste país caribenho, ele respondeu com um lacónico “eu”.

As suas palavras coincidem com a linha de argumentação que estabeleceu após a intervenção contra Maduro, na qual já este domingo alertou que é ele próprio quem está a “liderar” a Venezuela, em declarações à imprensa nas quais evitou abordar a possibilidade de forçar eleições ou a libertação de presos políticos venezuelanos.

Entretanto, a presidência da Venezuela foi assumida pela vice-presidente de Maduro, Delcy Rodriguez, que, segundo Trump, está a cooperar com Washington. Além disso, o Presidente dos Estados Unidos deixou claro que decidirá em breve se o seu governo manterá as sanções impostas contra o líder venezuelano ou as levantará.

Por sua vez, disse que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela, mas “com aqueles que traficam drogas, (…) com aqueles que abandonam as suas prisões, os seus toxicodependentes e as suas instituições mentais” nos Estados Unidos.

Referência