janeiro 11, 2026
fotonoticia_20260106175844_1200.jpg


A presidente mexicana Claudia Sheinbaum está envolvida.

– Javier Rojas/PI via ZUMA Press W/DPA – Arquivo

MADRI, 6 de janeiro (EUROPE PRESS) –

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, rejeitou nesta terça-feira a “intervenção militar dos EUA” na Venezuela e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, em um ataque no sábado em Caracas, capital do país caribenho.

O presidente, que disse durante entrevista coletiva que o México “nunca poderá aceitar a ideia de um país invadir outro”, rejeitou a ideia “mesmo que (Maduro) seja culpado daquilo de que é acusado, o que ainda está para ser visto”.

Sheinbaum também destacou as palavras do Relator Especial da ONU para Direitos Humanos e Contra-Terrorismo, Ben Saul, que chamou as ações dos EUA de “ilegais” e exigiu uma investigação ao presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as mortes de dezenas de pessoas durante a operação militar.

“Isto é muito importante mesmo para toda a propaganda que se faz contra a Venezuela ou para quem não concorda com o regime de Maduro ou com o chavismo. (…) Nunca poderemos concordar que uma potência use a força para derrubar o presidente”, enfatizou.

Ao mesmo tempo, enfatizou que se trata de uma questão de “soberania” para o povo da Venezuela, “assim como para o México ou qualquer país do mundo”. “Isto não pode ser aprovado”, acrescentou, antes de sublinhar que esta política externa “está incluída na Constituição mexicana desde a Doutrina Estrada”.

Referência