– Monika Skolimovska/dpa – Arquivo
MADRI, 7 de janeiro (EUROPE PRESS) –
As autoridades iranianas executaram esta quarta-feira um homem acusado de realizar trabalho de espionagem para o serviço de inteligência israelita Mossad, num contexto de aumento do número de execuções de condenados por tais acusações.
O homem executado, identificado como Ali Ardestani, foi condenado pelo “crime de espionagem para a Mossad através do fornecimento de informações confidenciais sobre o país” após receber a aprovação do Supremo Tribunal do país da Ásia Central, segundo o portal de notícias iraniano Mizan Online, ligado ao poder judicial.
Os promotores alegaram que o homem foi recrutado pela Mossad através da Internet e depois “executou missões” para os serviços de inteligência israelenses “em troca do pagamento de diversas quantias de dinheiro”, que as autoridades disseram que ele admitiria durante os interrogatórios.
Assim, entre as informações transferidas para a Mossad estavam fotografias de “locais” e “informações sobre alvos” antes de serem detidos pelas forças de segurança “após terem sido identificados no desempenho de uma missão a favor do regime sionista”. “O homem disse durante o interrogatório que procurava dinheiro e um visto britânico”, relata Mizan Online.
Nos últimos meses, as autoridades iranianas executaram várias pessoas acusadas de manter ligações com a Mossad ou de trabalhar para os serviços de inteligência israelitas. As execuções aceleraram desde o conflito desencadeado pela ofensiva militar de Israel no país da Ásia Central, em junho de 2025, que deixou mais de 1.100 mortos.