O árbitro assistente de vídeo causa polêmica todas as semanas na Premier League, mas como as decisões são tomadas e são corretas?
Nesta temporada analisamos os principais incidentes para investigar e explicar o processo, tanto em termos do protocolo VAR como das regras do jogo.
Andy Davies (@andydaviesref) é ex-árbitro do Select Group, com mais de doze temporadas na lista de elite, atuando na Premier League e no Championship. Com vasta experiência a nível de elite, ele operou no espaço VAR na Premier League e oferece uma visão única dos processos, lógica e protocolos aplicados numa jornada da Premier League. (Crédito da captura de tela: NBC)
Fulham 2-1 Chelsea
Árbitro: Pedro Bankes
VAR: John Brooks
Tempo: 22 minutos
Incidente: VAR confirmou que Fulham não receberia pênalti
O que aconteceu: Um passe longo do goleiro do Fulham, Bernd Leno, encontrou Harry Wilson, que escapou do lateral Marc Cucurella do Chelsea e acabou no gol. Cucurella agarrou Wilson pelo braço e cometeu uma violação de contenção na entrada da área. O árbitro Peter Bankes marcou falta e expulsou Cucurella por DOGSO (negação de oportunidade clara de gol).

Decisão/avaliação do VAR: Com uma clara violação de retenção DOGSO cometida por Cucurella, que foi reconhecida em campo pelo árbitro da partida, o único controle do VAR John Brooks foi garantir que a violação de retenção não continuasse na área, o que teria resultado em pênalti.
Pronúncia: Esta é uma decisão incrivelmente difícil do VAR e poderia ter acontecido de qualquer maneira.
Algumas imagens de TV sugerem que Cucurella ainda controlava Wilson quando chegaram à entrada da área, mas as evidências teriam que ser decisivas para mudar o resultado, então o VAR claramente tinha algumas dúvidas.
Manchester City 1 x 1 Brighton
Árbitro: Tom Bramall
VAR: Alex Chilowicz
Tempo: 38 minutos
Incidente: Man City ganhou pênalti após falta na grande área
O que aconteceu: O zagueiro do Brighton, Diego Gómez, desafiou Jérémy Doku na grande área. O árbitro Tom Bramall rejeitou as objeções de pênalti.

Decisão do VAR: O VAR rapidamente recomendou uma OFR (revisão em campo) para uma possível penalidade por uma falta descuidada de Gómez.
Classificação VAR: Uma revisão rápida e clara para VAR Chilowicz enquanto os replays mostravam um desafio claro e descuidado do defensor do Brighton. Depois que o árbitro Bramall revisou o incidente, ele rapidamente concordou e concedeu um pênalti ao Man City.
Pronúncia: Correta intervenção do VAR e resultado final nesta situação. Gómez foi preguiçoso no desafio e embora o nível de contato não tenha sido alto, não fez contato com a bola e atrapalhou o avanço de Doku na grande área.
O árbitro ficará desapontado por não ter reconhecido a falta descuidada em tempo real, pois foi uma decisão relativamente simples e esperada. Ele se colocou em uma posição muito boa, mas às vezes as decisões em tempo real podem parecer muito óbvias e você duvida de si mesmo – esta pode ser a única razão confiável para este incidente.
Everton 1-1Wolverhampton
Árbitro:Tom Kirk
VAR: Chris Kavanagh
Tempo: 80 minutos
Incidente: Wolves teve um jogador expulso por comportamento violento
O que aconteceu: Um desafio aéreo entre Michael Keane, do Everton, e o atacante do Wolves, Tolu Arokodare, resultou em Arokodare no chão, reclamando que Keane havia cometido uma falta violenta contra ele.
Decisão VAR: O VAR recomendou um OFR para possível comportamento violento de Keane em Arokodare.
Classificação VAR: Depois que os replays foram revisados pelo VAR Chris Kavanagh, foi uma decisão simples recomendar uma revisão imediata a Tom Kirk devido a um possível cartão vermelho por conduta violenta. Keane está claramente puxando o cabelo de Arokodare enquanto ele se envolve em um desafio aéreo e não há dúvidas sobre o resultado.
Depois de revisar ele mesmo a filmagem, o árbitro concordou que uma falta clara havia sido cometida e Keane foi expulso.
Pronúncia: Intervenção correta e positiva do VAR neste incidente, onde um ato de comportamento violento foi claramente cometido pelo defesa do Everton.
Dadas as posições corporais de ambos os jogadores, não teria sido possível ao árbitro reconhecer esta falta em tempo real. Este foi um ótimo exemplo de por que o VAR foi introduzido no nível de elite e destacou o que o processo tem de melhor.