Michael Keane, do Everton, será suspenso por três partidas depois de ser expulso por puxar o cabelo de Tolu Arokodare, do Wolves, no empate de 1 x 1 de quarta-feira.
Não é um desafio voador, mas Keane enfrenta a mesma suspensão. A punição se ajusta ao crime?
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O zagueiro vai perder a eliminatória da FA Cup contra o Sunderland, além dos jogos da Premier League contra Aston Villa e Leeds.
Embora arrancar cabelos não seja mencionado especificamente nas regras do jogo, é classificado como comportamento violento. Isso porque não pode ser considerado algo que você faria quando estivesse disputando a bola.
Pense desta forma: o cabelo fica preso ao couro cabeludo, então se a cabeça for puxada para trás é visto como prova de violência ou crueldade.
O técnico David Moyes se desculpou, dizendo: “Se você tem cabelo mais comprido, há uma boa chance de ser puxado.” Mas se você não puxar o cabelo, não há chance de ser mandado embora.
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Tornou-se muito mais comum com o advento do árbitro assistente de vídeo (VAR), pois geralmente acontece fora da bola.
No início da temporada 2023/24, o jogador do Tottenham, Cristian Romero, escapou por engano do cartão vermelho do VAR após arrancar o cabelo do jogador do Chelsea, Marc Cucurella. Esse foi um ponto de referência para o futuro.
Jack Stephens, do Southampton, foi demitido por tocar em Cucurella, assim como João Neves, do Paris St-Germain, na Copa do Mundo de Clubes.
No Campeonato Europeu Feminino, a alemã Kathrin Hendrich pareceu chocada depois de ser expulsa por arrancar o cabelo da francesa Griedge Mbock.
Mas as interpretações podem mudar. David Beckham viu o vermelho na Copa do Mundo de 1998 depois de chutar Diego Simeone. Hoje em dia, o meio-campista inglês não seria demitido, pois agora é considerado irritado.
Talvez a falta de Keane se enquadre na mesma categoria, pois não parece tão grave quanto a de Stephens, Neves ou Hendrich.
Três jogos parecem excessivos.