janeiro 11, 2026
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Manifestação em Madrid em apoio aos manifestantes no Irão

– Europa Imprensa/Contato/Richard Zubelzu

MADRI, 9 de janeiro (EUROPE PRESS) –

Pelo menos 51 pessoas, incluindo nove menores, foram mortas em manifestações antigovernamentais que eclodiram em diferentes partes do Irão devido à deterioração da situação económica e energética, segundo a ONG Human Rights Iran.

“O encerramento da Internet faz lembrar a sangrenta repressão aos protestos de Novembro de 2019, em que centenas de manifestantes foram mortos. O uso da força pelo governo contra os manifestantes aumentou nos últimos treze dias”, disse o director da ONG, Mahmoud Amiri-Moghaddam, num comunicado.

O chefe do poder judicial do Irão, Gholamhossein Mohseni-Ejei, chamou esta sexta-feira os manifestantes de “desordeiros” e prometeu que seriam aplicadas “punições severas” aos envolvidos nos distúrbios.

Por seu lado, o serviço de inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica alertou que “a continuação desta situação é inaceitável” e que “o sangue das vítimas recai” sobre os “autores intelectuais” dos protestos.

“O povo iraniano considera legítimo tomar medidas retaliatórias contra a propagação de ameaças à segurança”, afirmou num comunicado publicado pela agência de notícias estatal Tasnim, acrescentando que as suas linhas vermelhas eram “proteger as conquistas do regime”, bem como preservar a segurança no país.

Por sua vez, o líder supremo do Irão, aiatolá Ali Khamenei, num discurso transmitido pela rádio e televisão estatal iraniana IRIB durante todo o dia, qualificou o presidente dos EUA, Donald Trump, como o grande instigador da agitação.

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