janeiro 12, 2026
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Dani Duyshebaev (Santander, 4 de julho de 1997) é um dos maiores dirigentes do handebol espanhol moderno. O defesa-central e avançado do clube de Kielce (Polónia), consolidou-se como um jogador fundamental tanto no seu clube como na selecção nacional, onde integra a equipa principal. competitivo entre os latinos. Sua visão, caráter e capacidade de assumir responsabilidades fizeram dele um jogador indispensável em grandes torneios. Com a Espanha, conquistou dois Campeonatos Europeus, além de duas medalhas de bronze no Mundial e um bronze olímpico nos Jogos de 2024, em Paris. Este registo reflecte a continuidade dos sucessos do andebol espanhol na última década.

Filho do talento Duyshebaev, considerado um dos melhores jogadores de handebol da história, Dani sabe como chegar à elite herdando um talento competitivo e moldando sua personalidade dentro e fora das quadras.

— À beira do Campeonato da Europa (de 15 de janeiro a 1 de fevereiro na Dinamarca, Noruega e Suécia), como se sente a Espanha a nível físico e moral?

“O grupo chega com muito entusiasmo, entusiasmo e o objetivo claro de fazer tudo bem feito e tentar chegar o mais longe possível.

— A nível pessoal, como se sente?

-Muito bom. Estou na seleção há vários anos e a função mudou, mas me sinto confortável, preparado e com vontade de começar o campeonato.

— O que você espera deste europeu?

“Sabemos desde o início que temos um grupo muito difícil (Alemanha, Sérvia, com quem estreia na quinta-feira, e Áustria) e que se passarmos à segunda fase o nível será ainda maior. Como sempre, vamos passando jogo a jogo. Não pensamos no próximo adversário. O nosso objetivo é competir todos os dias, lutar em todos os jogos e criar a imagem que sempre caracterizou esta equipa.

“Não vou ficar na Polónia, mas ainda não finalizei nada: estou a avaliar opções, vamos ver o que acontece”

— Se você tivesse que definir os latinos em uma palavra, qual seria?

— É muito difícil escolher apenas uma coisa, mas eu diria competitividade. Isto é o que sempre nos representou. Trabalhamos, lutamos e damos cem por cento em todos os jogos.

— Você tem algum lema ou mensagem interna que o acompanha?

— Não temos um lema específico, mas a ideia é sempre a mesma: deixar tudo em quadra, independente do adversário.

— O que Jordi Ribera lhe transmite com tanta concentração?

— Trabalhamos duro e nada mal. Jordi exige muito de nós, gosta de trabalhar diversos aspectos do jogo e preparar muitas variações. Vejo o grupo em boa forma e focado em entrar da melhor forma possível no primeiro jogo.

—Ele divide o time com seu irmão Alex. Como é jogar juntos um torneio desta magnitude?

– Isso é algo muito agradável. Tive a sorte de ele também estar presente em todos os torneios que joguei pela seleção nacional. Nos melhores e nos piores momentos. Não sei o que teria acontecido sem ele, honestamente. Mas poder vivenciar isso juntos é uma grande bênção e nós realmente gostamos.

— Vocês se entendem de maneira especial em quadra porque são irmãos?

-Sim, claro. Não somos apenas irmãos, mas tocamos juntos há muitos anos. Na seleção nacional, assim como na Polónia, em Kielce. Trabalhamos juntos há oito anos e isso cria um entendimento muito bom. Nos conhecemos muito bem em campo e isso é uma vantagem.

—Depois do anúncio de que você deixará Kielce no final da temporada, como você está lidando com essa transição?

– Agora estamos completamente focados em terminar bem este ciclo, tanto com a seleção como com o clube. Queremos concluir esta etapa da melhor forma possível. O que acontecer a seguir acontecerá.

— Depois da experiência na Polónia, gostarias de mudar de liga ou de contexto?

– Sim, provavelmente haverá mudanças, porque não vou ficar na Polónia. Ainda não finalizei nada, estou avaliando opções e veremos o que acontece.

— Se você tivesse que fazer uma previsão realista, até onde você acha que esses latino-americanos conseguirão chegar no Campeonato Europeu?

— Não falamos sobre objetivos específicos. A nível pessoal posso contar, o meu objetivo é competir. Acredito que somos capazes de vencer qualquer equipe. Embora o grupo seja muito difícil, e a segunda fase, se chegarmos, mais ainda. Mas vamos dar um passo a passo e ver até onde chegamos.

— Existe um rival que impõe mais respeito do que os outros?

– Sem medo, mas com muito respeito. A Sérvia, por exemplo, que é a primeira partida, é um adversário de classe mundial. Você só precisa prestar atenção e abordar seus jogadores pelo nome, eles podem vencer qualquer um. Nosso objetivo é começar a vencer e depois seguir em frente.

“É muito positivo a vinda de jogadores jovens; eles vêm com muita vontade, energia e isso sempre soma”.

— Nesses torneios, o que você acha que importa: defesa, gol, mentalidade, experiência…?

— Cada torneio é único. É importante começar bem, não se prender e fazer tudo aos poucos. A proteção é sempre importante. Hoje em dia se marcam muitos gols, mas se você consegue parar o adversário você joga com muito mais conforto.

— Novas gerações estão se juntando ao time. Como você vê jogadores como Marcos Fis ou Yann Barrufet?

— É muito positivo a vinda de jogadores jovens. Eles vêm com muito entusiasmo, energia e sempre dá certo. Se estão aqui é porque têm talento e algo a provar. Uns consolidam mais, outros menos, mas atrair novas caras sempre ajuda o grupo e aumenta o seu valor.

— Se olharmos por dentro, podemos ficar tranquilos com a mudança de gerações no handebol espanhol?

— Acho que é muito cedo para falar em substituição propriamente dita. A equipe agora também não tem muitos veteranos; Existem muitos jogadores entre 28 e 30 anos. Mas se continuarem a surgir jovens de qualidade, a competição por posições será elevada, o que é bom.

— Que mensagem você enviaria aos torcedores espanhóis de handebol antes do início do Campeonato Europeu?

– Que vamos fazer de tudo para que eles façam um bom campeonato. Tentaremos competir o máximo possível e esperamos que os resultados sejam bons e possamos comemorar juntos.

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