janeiro 13, 2026
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Arquivo – Presidente de Cuba Miguel Diaz-Canel

– PRESIDÊNCIA DE CUBA – Arquivo

MADRI, 12 de janeiro (EUROPE PRESS) –

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, negou esta segunda-feira a existência de negociações com o governo norte-americano e garantiu que os únicos contactos entre as partes são de natureza “técnica” e dizem respeito à “zona de imigração”, declarações que surgiram pouco depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado a ilha.

“Sempre estivemos prontos para manter um diálogo sério e responsável com vários governos dos EUA, incluindo o atual, com base na igualdade soberana, no respeito mútuo, nos princípios do direito internacional, no benefício mútuo… sem interferência nos assuntos internos e com pleno respeito pela nossa independência”, enfatizou o presidente numa mensagem transmitida através das redes sociais.

Neste sentido, explicou que o surgimento e “o endurecimento extremo do embargo não tem nada a ver com os cubanos e o povo dos Estados Unidos”, que são “empurrados para lá por estas políticas falhadas e pelos privilégios da Lei de Ajustamento Cubano”. “Eles agora são vítimas da mudança nas políticas de migração e da traição por parte dos políticos de Miami”, disse ele.

Além disso, enfatizou que “existem acordos migratórios bilaterais, que Cuba observa rigorosamente”. “Como mostra a história, a relação entre os Estados Unidos e Cuba deve basear-se no direito internacional, e não na hostilidade, ameaças e coerção económica, para prosperar”, disse ele.

No domingo, o próprio Trump apelou às autoridades cubanas para “chegarem a um acordo”, enfatizando que após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no fim de semana, os fornecimentos de petróleo e dinheiro de Caracas “secaram”. “Exorto-vos a chegar a um acordo antes que seja tarde demais (…). Não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba. Zero!” ele enfatizou então.

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