janeiro 13, 2026
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Na terça-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros convocou o embaixador do Irão em Madrid, Reza Zabib, para expressar a sua “forte rejeição e condenação” da “violência demonstrada contra manifestantes pacíficos” em protestos anti-regime que já mataram mais de 600 pessoas.

“Devemos respeitar o direito à manifestação pacífica dos homens e mulheres iranianos, a sua liberdade de expressão. A comunicação com o mundo exterior, incluindo a Internet, deve ser imediatamente restaurada. E vamos lembrá-los que o direito à livre comunicação dos cidadãos é também um direito fundamental. Que as detenções arbitrárias que ocorreram nestes dias devem parar e que o Irão deve regressar às mesas de diálogo e negociações”, explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albarez, numa entrevista em Rádio Catalunha.

“O governo espanhol condena a violência cometida contra manifestantes pacíficos no Irão e exige que as autoridades do país respeitem e garantam o exercício da liberdade de expressão e de manifestação pacífica”, disse o ministério num comunicado na segunda-feira. O Ministério dos Negócios Estrangeiros insiste que “está em contacto com a embaixada em Teerão, que continua em pleno funcionamento e serve a colónia espanhola” no país de cerca de 150 compatriotas.

Por outro lado, o ministro informou na mesma entrevista que mais três espanhóis com dupla cidadania hispano-venezuelana foram libertados esta segunda-feira das prisões venezuelanas, somando-se aos cinco libertados na semana passada. Albarez descreveu a nova medida como “muito positiva” e disse que uma das mulheres libertadas chegaria a Espanha na terça-feira, outra decidiu permanecer no país e a terceira ainda não decidiu o seu futuro.

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