O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, disse esta quarta-feira que A França abrirá um consulado na Groenlândia em 6 de fevereiroTerritório dinamarquês, que está a ser “chantageado” pelo presidente norte-americano Donald Trump para o obter.
“Este é um sinal político de que reflete o desejo de ter uma presença mais forte na GroenlândiaAté no campo científico”, disse Barro à rádio RTL, lembrando que a decisão de abrir um consulado ali foi tomada no verão passado, durante a visita do presidente francês Emmanuel Macron, e que ele próprio esteve lá no final de agosto “para lançar as bases deste consulado”.
“A Gronelândia não quer ser propriedade, controlada, negada ou integrada pelos Estados Unidos.. A Gronelândia escolheu a Dinamarca, a NATO e a União Europeia”, enfatizou o chefe da diplomacia francesa. A declaração surge depois de Macron ter rejeitado recentemente ” novo colonialismo e novo imperialismo“por parte dos Estados Unidos, que até consideraram a possibilidade de tomar a Groenlândia pela força.
“Se o objectivo é tomá-lo por qualquer meio que não seja a compra da Gronelândia, então isto, claro, parece extremamente ridículo, uma vez que para um membro da NATO atacar outro membro da OTAN não faria sentido; Seria até contrário aos interesses dos Estados Unidos”, alertou Barro, apelando aos Estados Unidos para que parem com esta “chantagem”.
Espera-se que o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, reunir-se esta quarta-feira em Washington com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca e da GronelândiaLars Løkke Rasmussen e Vivian Motzfeldt para discutir o desejo de Washington de anexar a ilha e explorar possíveis alternativas cooperativas.
Embora existam apenas seis franceses a viver na Gronelândia, A França está empenhada em garantir que esta missão tenha poderes de apoio reforçados. V missões científicas que são lançados anualmente neste território e apoiam as empresas francesas que aí pretendam estabelecer-se. Mas acima de tudo, esta iniciativa tem um forte conteúdo simbólico relativamente às ambições de Trump.