janeiro 15, 2026
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O Supremo Tribunal já formou um tribunal que julgará o ex-ministro dos Transportes José Luis Abalos, o seu ex-assessor Koldo García e o empresário Victor de Aldama por alegadamente pagarem subornos em troca de contratos governamentais para compra de material médico durante a pandemia. Como é habitual no tribunal superior, haverá sete juízes com uma mistura equilibrada de progressistas e conservadores.

Estes são os cinco magistrados que decidiram processar Abalos – Andres Martínez Arrieta, Manuel Marchena, Eduardo de Porres, Andres Palomo e Ana Ferrer – bem como outros dois magistrados: Julián Sánchez Melgar e Javier Hernández, alternadamente de maior e menor antiguidade, respetivamente.

Martínez Arrieta, presidente da Divisão Penal, também será responsável pela condução do julgamento e pela elaboração do futuro veredicto, tarefas que já desempenhou no recente julgamento do então procurador-geral do estado, Álvaro García Ortiz, que acabou sendo condenado por vazamento de segredos.

Marchena e Ferrer também foram membros deste tribunal, que julgou o caso processos. Mas se neste último caso o veredicto foi unânime, então naquele que terminou com a inabilitação de Garcia Ortiz, o ex-presidente da Câmara Criminal apoiou a decisão da maioria, e Ferrer, juntamente com a sua companheira Susana Polo, defenderam a absolvição.

Na mesma linha, Palomo, como membro da Divisão de Apelação responsável por analisar o processo criminal do agora ex-procurador-geral, disse em seu voto contrário que não havia razão para destituir Garcia Ortiz. Por outro lado, De Porres e o ex-procurador-geral Julián Sánchez Melgar, nomeado pelo governo de Mariano Rajoy, apoiaram a decisão de levar a julgamento o ex-chefe do Ministério de Estado. Completando o estande estará Hernandez, membro do Juízes pela Democracia (JJpD).

Os sete juízes, que compõem o tribunal moderado, substituirão Leopoldo Puente, um magistrado de sensibilidade progressista que passou um ano investigando supostos esquemas orquestrados pelo Departamento de Transportes de Abalos para beneficiar empresas ligadas à Aldama na obtenção de prêmios públicos.

O instrutor acusa-os de alegados crimes relacionados com pertença a organização criminosa, tráfico de influência, suborno e peculato, aos quais a Procuradoria Anticorrupção e o Ministério Público acrescentam outros: utilização de informações secretas e falsificação de documentos oficiais.

Eles podem pegar até 30 anos de prisão

As penas de prisão de Abalos e Garcia chegam a 30 anos. Para Aldama, por outro lado, as acusações implicam uma pena de sete anos de prisão com base na sua confissão que revelou um suposto esquema de fraude em obras públicas que Puente ainda está investigando.

Abalos e o seu ex-assessor estão em prisão temporária desde 27 de novembro do ano passado, embora o Supremo Tribunal deva ouvir apelos para a sua libertação esta quinta-feira.

Concluído esse procedimento, o caso será encaminhado à Justiça. Segundo fontes jurídicas consultadas pelo EL PAÍS, a Suprema Corte esperava realizá-la por volta de fevereiro ou março, mas o calendário foi complicado pela agenda lotada do novo advogado de Abalos, Marino Turiel, que já havia avisado ao tribunal que esses meses estavam quase lotados.

Referência