janeiro 15, 2026
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O ano de 2026 chegou com importantes inovações no domínio da segurança rodoviária. A partir de 1º de janeiro, o farol V-16 passou a ser obrigatório em Espanha para todos os veículos (exceto motocicletas e ciclomotores), substituindo triângulos tradicionais, a fim de reduzir colisões com condutores durante avarias ou acidentes devido à geolocalização ligada à plataforma DGT 3.0.

Esse dispositivo brilhante luz de emergência aprovada emitindo luz piscante amarela de 360 ​​graus, visível até um quilômetro de distânciae é colocado no teto do carro sem sair dele.

Esta medida, logicamente, levou a um aumento acentuado nas vendas deste farol V-16, e também causou polêmica entre muitos usuários. Existem muitos debate nas redes sociais sobre o seu visibilidade real e sua eficáciapara além do encargo económico que isso implica e do IVA que lhe é cobrado.

São aplicadas sanções pelo não transporte ou porte não autorizado, com pequena multa 80 eurosembora o Home Office tenha anunciado flexibilidade inicial sem penalidades imediatas para permitir a adaptação dos motoristas.

Porém, Diego Madrazo, coordenador da Guarda Civil da AUGC (Associação Unida da Guarda Civil), falou muito claramente sobre o absurdo que existe em relação a este V-16. Pelas suas declarações fica claro que Trabalhadores rodoviários da Guarda Civil têm instruções contrárias neste farol para desempenhar suas funções.

“Não recebemos instruções para não multar”

Madrazo interveio na conversa de Herrera no COPE para explicar a situação enfrentada pelos agentes da Guardia Civil após a entrada em vigor do compromisso de conectar o farol V-16.

Não recebemos nenhuma ordem ou instrução por escrito confirmando essa permissividade.“, diz Diego Madrazo, referindo-se às declarações de Fernando Grande-Marlaski no dia 8 de janeiro. O Secretário do Interior explicou brevemente que a DGT aplicaria um “prazo razoável” antes de multar pela ausência de um farol V-16, o que contrasta com as palavras de Madrazo.

“A Guarda Civil rege-se pelo princípio da legalidade e hoje não há nada que um agente não deva impor sanções um acidente que não foi devidamente sinalizado, ou simplesmente o fato de o dispositivo não estar em você”, acrescentou em comunicado no Cadeia COPE que a AUGC divulgou através das suas redes sociais para informar os cidadãos.

Na verdade, argumenta, “colocaram-nos numa posição em que fechamos os olhos sem apoio legal ou aplicamos rigorosamente as regras, impondo sanções aos cidadãos que ficam confusos com estas mensagens políticas”. Uma mensagem que o próprio Madrazo também repetiu no Informativos Telemadrid.

Ele Real Decreto 159/2021 de 16 de março que os agentes devem controlar, prevê a sua utilização obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2026, pelo que a confusão com o farol V-16 está completa.



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