O governo regional de Castela e Leão vai pagar uma indemnização ex officio às famílias de dois pacientes com cancro que morreram num hospital de Burgos, conforme anunciou esta quinta-feira o porta-voz do executivo regional, Carlos Fernández Carriedo, em conferência de imprensa após um conselho de governo.
Fernández Carriedo mostrou-se relutante em assumir a responsabilidade pelo erro – referiu-se a uma conferência de imprensa realizada há poucos dias na qual foi detalhado que os pacientes receberam seis vezes a dose prescrita – e insistiu que foi um “erro humano” que causou “uma dor enorme”. “O hospital pediu desculpas, o que aceitamos e estendemos”, disse o consultor.
O executivo lembrou que o diretor-geral do HUBU, Carlos Carton, cuja demissão foi solicitada pelo Provedor dos Pacientes, assumiu o cargo no dia seguinte à descoberta deste “erro”. “O gestor e diretor de oncologia reuniram-se com familiares nos próximos dias e assumiremos qualquer responsabilidade financeira associada”, disse.
Esta quarta-feira, a Procuradoria de Burgos anunciou que estava a abrir uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte destes pacientes com cancro. A dissolução afetou ainda mais três pessoas em observação: uma permanece na unidade de terapia intensiva (UTI) com prognóstico prolongado, outra permanece em enfermaria de internação de rotina e a terceira está em casa.