janeiro 16, 2026
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UM Voo da Ryanair que viajou entre Porta (Portugal) e Colônia (Alemanha) foi forçada a deslocar-se para o aeroporto de Avilés, nas Astúrias, para prestar assistência a um passageiro que tinha sofrido doença cardiovascular aguda.

O incidente foi Aconteceu de manhã cedo, por volta das 7h30 desta quinta-feira, quando o referido passageiro começou a sentir-se mal depois de o voo já ter descolado do Porto. Alertados os tripulantes de voo, iniciou-se o protocolo de resposta, que começou com a clássica pergunta: “Tem médico a bordo?” O passageiro, que possuía conhecimentos na área de assistência médica, cumpriu reanimação cardiovascular (RCP) e primeiros socorros para tentar estabilizá-lo enquanto o piloto realizava a manobra de pouso subsequente em Avilés.

Uma vez no terreno, os médicos da unidade de cuidados intensivos transferidos para o aeroporto tentaram salvar a vítima, mas nada conseguiram fazer. A vítima foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal para realização de autópsia, conforme determina o protocolo judicial nestes casos.

Não há ambulância no aeroporto

O incidente causou grande indignação entre a população das Astúrias. E os médicos que trataram o falecido tiveram que vir de uma unidade móvel de terapia intensiva de Hospital San Agustín de AvilésConsiderando que é normal e generalizado em praticamente todos os aeroportos relevantes do mundo que cada instalação tenha uma ambulância permanente disponível para responder a este tipo de crises.

Desde o ano passado que o aeroporto das Astúrias não dispõe de ambulância própria e tem de se dirigir à mais próxima, neste caso San Agustín, que por sua vez não deixa serviço nas redondezas. em caso de qualquer emergência simultânea.

A retirada do veículo de recuperação suscitou um debate público significativo sobre a sua adequação, inclusive do ponto de vista económico e da utilidade logística. O caso chegou a tribunal e a UGT recorreu da decisão, uma vez que dez profissionais de saúde perderam os seus empregos como consequência direta, mas acabaram por não conseguir impedir a situação.

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