O cantor Julio Iglesias emitiu um comunicado negando as acusações de assédio e agressão sexual feitas por dois ex-funcionários e reveladas após uma investigação do elDiario.es. e Univisão. O artista insiste que nunca “forçou ou desrespeitou nenhuma mulher” e chama as acusações de duas ex-trabalhadoras de “absolutamente falsas”. As mulheres, acompanhadas pela Women's Link Worldwide, apresentaram queixa ao Tribunal Nacional. A Procuradoria do Tribunal Nacional aceitará o depoimento dos dois requerentes como testemunhas protegidas. O caso está atualmente em fase de investigação preliminar.
Numa nota publicada na sua conta de Instagram, o cantor afirma que “nunca sentiu tanto mal”, afirma que é vítima de “luto” e tem força para defender a sua dignidade e que “as pessoas sabem toda a verdade”. Ele também expressa sua gratidão às pessoas que lhe enviaram mensagens de “amor e devoção”.
Rebeca e Laura (nomes fictícios) são duas ex-funcionárias que trabalharam nas duas mansões da cantora nas Bahamas e na República Dominicana. Estas mulheres não tinham contrato de trabalho, eram obrigadas a mostrar o conteúdo dos seus telemóveis e foram até proibidas de sair do local de residência, relata uma investigação jornalística. Julio Iglesias também exigiu que seus funcionários fossem submetidos a testes de HIV, hepatite, clamídia e exames ginecológicos. O controle sobre as meninas teria sido exercido por procuradores do artista, que em alguns casos testemunharam o que estava acontecendo, e em outros foram seus participantes.
Os factos denunciados, segundo a ONG, podem constituir crime de tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado e servidão, crimes contra a liberdade sexual e reparação, como assédio sexual, violência sexual e lesões corporais. A organização Women's Link afirma que outras ex-funcionárias da artista também contataram a ONG, mas evitam divulgar detalhes. “Preferimos não dizer quantos são ou os motivos das suas chamadas, por questões de segurança, porque têm medo, e também pela confiança que depositam em nós”, explicou a diretora executiva da ONG, Jovana Rios.