LOS ANGELES, Califórnia – O impressionante acordo de Kyle Tucker com o Los Angeles Dodgers continua a causar ondas de choque na Liga Principal de Beisebol, não apenas por causa do jogador envolvido, mas por causa da construção agressiva do acordo em ambos os lados. Falando no Hot Stove na MLB Network Radio, Matt Vasgersian e Steve Phillips explicaram por que este contrato se destaca de tudo que o esporte já viu.
Para Phillips, o acordo representa uma aula magistral na construção moderna de escalações. Em toda a liga, os times seguiram caminhos muito diferentes com Tucker. Acreditava-se que o Mets buscaria um pacto de curto prazo de aproximadamente três anos e US$ 50 milhões por ano.
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Enquanto isso, havia rumores de que os Blue Jays estariam dispostos a fazer um acordo de 10 anos. No entanto, a abordagem dos Dodgers acertou em cheio no campo do curto prazo, mas com uma reviravolta de tirar o fôlego.
O que pegou Phillips desprevenido foi o valor anual. O acordo de Tucker chega a US$ 60 milhões por ano, com um valor presente líquido de aproximadamente US$ 57,1 milhões por ano. Esse número supera os recordes anteriores da liga, supera o AAV de US$ 51 milhões de Juan Soto e até supera o valor presente líquido de Shohei Ohtani, que é de cerca de US$ 40 milhões. Considerando as penalidades fiscais de luxo, o custo real dos Dodgers para Tucker sobe para quase US$ 120 milhões por uma temporada em 2026.
Além dos números, Vasgersian destacou a preparação física em campo. Tucker adiciona comprimento, equilíbrio e versatilidade a uma já imponente escalação dos Dodgers. Apesar de ser remunerado em níveis históricos, ele não precisa ser a peça central. Ele pode jogar confortavelmente em quinto ou sexto lugar, protegido pelos talentos de elite ao seu redor, e operar sem a pressão de ser o rosto da franquia. Em Los Angeles, Tucker se torna outra peça de comando, e não o único ponto focal.
A estrutura do negócio é tão notável quanto o seu valor. Tucker garantiu opt-outs consecutivos, efetivamente transformando o contrato no que Vasgersian chamou de “acordo de mega-audição”.
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Phillips observou que os Dodgers raramente permitem opt-outs, tornando Tucker apenas o segundo jogador no elenco com essa flexibilidade, juntando-se a Yoshinobu Yamamoto.
Da perspectiva dos Dodgers, as grades de proteção são mínimas, mas intencionais. Se Tucker desistir após dois anos, Los Angeles simplesmente recarregará as baterias e se concentrará em sua próxima estrela de elite. Phillips resumiu de forma simples: se não for Tucker no longo prazo, será a próxima estrela de 27 ou 29 anos pronta para um acordo semelhante.
Para Tucker, a escolha era clara. Ele maximizou receitas, ganhou flexibilidade e se juntou ao time amplamente considerado o favorito para vencer a World Series. Para os Dodgers, é outra aposta ousada que consolida sua reputação como o jogador mais agressivo e inovador do beisebol.