janeiro 17, 2026
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A Unidade Central de Operações (COU) da Guarda Civil já possui no desktop tudo está detido em vinte registros e registros ocorreu em dezembro de 2025 como parte de uma operação que concluiu a prisão do suposto “encanador” do PSOE Leire Diez, do ex-presidente da SEPI Vicente Fernandez e do empresário Antson Alonso (parceiro de Santos Cerdan em Servinabar).

Segundo fontes jurídicas consultadas pelo ABC, o volume de documentos e dispositivos informáticos apreendidos é importante e a análise efectuada pelos agentes poderá originar novos processos, pelo que nas duas primeiras semanas do mês o titular do Tribunal Central de Formação n.º 5, Santiago Pedras concordou em prorrogar o sigilo do processo por um mês, até fevereiro. Paralelamente, o Tribunal Nacional, através da sua decisão, também deu sinal verde para a divulgação de tudo o que foi recolhido nestes autos, pelo que os investigadores do Instituto Armado já teriam iniciado a sua análise.

O caso é o segundo em que Diez está envolvida, depois de também ter sido chamada a testemunhar como pessoa sob investigação no Tribunal de Instrução n.º 9 de Madrid por reuniões que manteve com investigadores e procuradores nas quais ofereceu tratamento preferencial em troca de informações confidenciais.

Contas apreendidas

Tal como se verificou após a entrega dos arguidos a um juiz (passaram 72 horas nas suas celas), as investigações levadas a cabo pelo Tribunal Nacional centraram-se em cinco operações deste alegado grupo criminoso, que procurava obter comissões ilegais em troca de apoio a determinadas empresas na concessão de prémios governamentais ou assistência financeira.

Entre as primeiras medidas tomadas esteve o arresto de contas bancárias associadas às três investigações, embora, segundo as mesmas fontes, esta medida cautelar já tivesse sido levantada para alguns números de contas, como aquele em nome da mãe de Leira Diezem que o ex-militante socialista foi listado como representante autorizado.

Recorde-se que, de acordo com a decisão do Tribunal Central de Instrução n.º 6, a cujo conteúdo a ABC teve acesso, os três investigados formavam um grupo que se autodenominava “O Chirurok” e deveriam colaborar para falsificar até cinco contratos públicos no valor total de 132,9 milhões de euros, como mostrou o El Confidencial, e a ABC pode confirmá-lo.

Embora no momento não se saiba quanto dinheiro eles teriam ganho com subornos. Entre esses cinco contratos ou concessões governamentais que estão sendo investigados está o resgate fornecido pela SEPI Tubos montadosGrupo basco que se dedica à produção de tubos de aço. Corria o mês de junho de 2021 quando o Fundo de Solvência das Empresas Estratégicas do Estado, gerido pela SEPI, estava prestes a fornecer à siderúrgica Tubos Reunidos 112,8 milhões de dólares, depois de esta o ter solicitado depois de fechar 2020 com perdas de mais de cem milhões.

Outros contratos investigados dizem respeito à adjudicação Merkasa Empresas Servinabar; a terceira, relativa à celebração de um contrato governamental para Enusa (Companhia Nacional de Urânio) para resíduos de Melilha (lote). Adicionado a eles Parque Empresarial do Principado das Astúrias (PEPA)que teria concedido uma indemnização alegadamente fraudulenta à empresa de demolição Erri Berri no valor de 2,8 milhões de dólares, resultando numa comissão ilegal daquela empresa aos sob investigação de 400.000 euros.

O quinto dos casos alegadamente falsificados estará relacionado com Forestalia Arapallet, que teria recebido um apoio da Sepides, Sociedade Estatal de Promoção da Indústria e do Desenvolvimento Empresarial, no valor de 17,32 milhões de euros, pelos quais os arguidos teriam embolsado 200 mil euros.

Segundo o Departamento de Investigação Criminal, a maior parte dos fundos recebidos pelo grupo criminoso foram utilizados para investir em imóveis em Marbella e Jaca, que atualmente são considerados investimentos comuns e, portanto, estão ligados às três investigações. No entanto, outra parte destes fundos foi atribuída aos próprios membros do grupo numa base individual.

Referência