O Manchester United teve um desempenho impressionante para chocar o Manchester City, perseguidor do título da Premier League, por 2 a 0 em Old Trafford, no primeiro jogo de Michael Carrick desde que assumiu o cargo de técnico interino.
Carrick, nomeado apenas na terça-feira, viu a sua equipa dominar a equipa de Pep Guardiola. O United venceu graças aos gols de Bryan Mbeumo e Patrick Dorgu, embora três tenham sido anulados por impedimento.
O City, entretanto, conseguiu apenas um remate à baliza, enquanto as suas esperanças de título sofriam outro golpe prejudicial. Agora não há nenhuma vitória no campeonato em quatro jogos para o City, dando ao Arsenal a chance de ampliar ainda mais sua vantagem na liderança.
O resultado aumentará as esperanças do United de se classificar para a UEFA Champions League antes da visita ao Arsenal, nos Emirados, no próximo fim de semana.
Foi o começo perfeito para Carrick e ele deixou o campo sob os aplausos da torcida no Stretford End. Duas semanas de caos após a demissão de Ruben Amorim e a breve passagem de Darren Fletcher no comando terminaram em alta. — Rob Dawson
– Uma opção simples, leal e segura: como o Man United escolheu Carrick como treinador principal
– Substituição de Amorim apenas no início: o United tem pela frente decisões que definirão o clube
– 'Treinador principal' versus 'gerente': qual a diferença? Isso importa?
O meio-campo do City os decepciona, deixando a disputa pelo título em frangalhos
A disputa pelo título do Manchester City está praticamente encerrada. Se o Arsenal vencer o Nottingham Forest no sábado, os Gunners terão nove pontos de vantagem no topo da tabela e essa será uma lacuna muito grande para o City superar. A equipa de Guardiola nunca foi convincente em Old Trafford e a equipa da casa dominou, em grande parte porque venceu a batalha do meio-campo, com Casemiro e Kobbie Mainoo a dominar o terço central do campo. Já se passaram mais de dez anos desde que isso aconteceu pela última vez.
Desde que a equipe de Roberto Mancini foi comandada pelo poderoso Yaya Toure nos primeiros anos da ascensão do City ao domínio, eles têm sido os melhores no meio-campo, não apenas nos clássicos de Manchester, mas também na Premier League. Touré, Fernandinho, Kevin De Bruyne, Ilkay Gundogan e Rodri deram força ao City no meio-campo.
Mas agora são uma força em declínio, com apenas Rodri por perto e o meio-campista espanhol ainda não se recuperou totalmente da lesão no ligamento cruzado. Nesta partida, Rodri, Bernardo Silva e Phil Foden não tiveram energia para competir com o United e o City não conseguiu entrar na partida. É a mesma história na corrida pelo título. O City simplesmente não domina os jogos como antes, e esta derrota foi uma prova contundente disso. — Mark Ogden
Um começo perfeito para Carrick
Carrick não poderia ter pedido muito mais em seu primeiro jogo no comando.
O ex-meio-campista do United pediu mais barulho aos torcedores desde o momento em que saiu do túnel antes do início do jogo e conseguiu o clima que procurava. Os torcedores fizeram sua parte e foram recompensados pelos jogadores que tiveram talvez seu melhor desempenho desde a final da FA Cup de 2024 sob o comando de Erik ten Hag contra o mesmo adversário.
Carrick e sua nova equipe tiveram apenas três dias para trabalhar com os jogadores, mas a mudança foi clara. Nos jogos contra o City, os camisas vermelhas muitas vezes não chegam perto dos camisas azuis. Isto era diferente.
O United imediatamente pressionou os jovens defensores do City e duas vezes na fase inicial Max Alleyne fez passes errados. Isso deu o tom para toda a tarde. O United foi agressivo e Luke Shaw e Mainoo tiveram problemas com Rodri enquanto tentavam atacar a âncora normalmente calma do City no meio-campo.
A única coisa que faltou no primeiro tempo foi um gol – o United teve a bola no fundo da rede duas vezes, mas foi negado pela bandeira de impedimento – e isso foi marcado logo após o intervalo. O placar estava 2 a 0, mas em outro dia poderia facilmente ter sido quatro ou cinco. — Dawson
Maguire e Martínez justificam o retorno à zaga
O pesadelo de três defesas do Manchester United acabou e os roqueiros defensivos Harry Maguire e Lisandro Martínez mostraram porque quatro na defesa é melhor.
Amorim foi tão desafiadoramente rígido com sua formação 3-4-3 que o United só usou uma defesa quatro uma vez durante seus quatorze meses no comando. Mas o United nunca pareceu confortável nesse sistema, e as partidas geralmente eram caracterizadas pela substituição dos zagueiros pelo técnico para confundir ainda mais seus jogadores.
Contra o City, Carrick utilizou uma tradicional defesa de quatro, com os defesas-centrais Maguire e Martínez no centro da defesa. Ambos os jogadores foram excelentes – tão bons que Pep Guardiola eliminou o anônimo Erling Haaland a dez minutos do fim. Talvez o impacto dos treinadores de Carrick, Steve Holland e Jonathan Woodgate, já esteja a ser sentido, mas Maguire e Martínez mostraram a sua experiência em fazer a defesa funcionar frente ao City.
Maguire está sem contrato no final da temporada, mas mostra que merece um novo contrato. — Ogden
A luta de Haaland continua
A atmosfera em Old Trafford foi selvagem e raivosa desde o primeiro minuto, mas a maior comemoração veio quando Haaland foi substituído a dez minutos do final.
Foi mais um dia difícil para o internacional norueguês, que foi cotado para vencer Lisandro Martínez antes da partida pelos ex-jogadores do United Paul Scholes e Nicky Butt. No final, não houve dúvida de quem venceu a batalha.
Agora é um gol em sete jogos para Haaland. Ele marcou apenas uma vez em 2026 e foi de pênalti no empate de 1 a 1 contra o Brighton & Hove Albion.
Tem havido dúvidas durante toda a temporada sobre se o City tem gols suficientes no time para lidar com a situação se Haaland não chutar. Antoine Semenyo, contratado em janeiro, foi contratado para assumir parte da responsabilidade, mas permaneceu quieto aqui. Phil Foden é outra fonte útil de gols, mas saiu no intervalo.
Guardiola especulou recentemente que Haaland, que disputou muitos jogos nesta temporada, está com pouca energia e certamente foi o que pareceu contra o United. — Dawson
3:12
Michallik: O Man Utd está dando o seu melhor sob o comando de Michael Carrick
Janusz Michallik, do ESPN FC, reage à impressionante vitória do Manchester United por 2 a 0 sobre o Manchester City na Premier League.
Mainoo deixa claro que recuperará seu lugar
Mainoo tornou-se o garoto-propaganda da era Amorim pelos motivos errados, depois de ter sido quase totalmente esquecido pelo ex-técnico.
O meio-campista inglês desapareceu tanto de cena nos últimos dias do reinado de Amorim que seu meio-irmão vestiu uma camiseta 'Free Kobbie Mainoo' durante uma partida para destacar a falta de oportunidades dadas ao jovem de 20 anos.
Mainoo não foi titular em uma única partida do campeonato sob o comando de Amorim nesta temporada, mas foi titular na primeira partida de Michael Carrick no comando e jogou os 90 minutos completos. Ele foi excelente ao lado de Casemiro, trazendo qualidade, talento e energia jovem ao meio-campo.
Mainoo tem seus defeitos – ele pode ser descuidado na posse de bola e falta ritmo – mas o United é um time muito melhor com ele. Ogden
Dalot tem sorte com o desafio inicial
Guardiola criticou os árbitros do Newcastle United na terça-feira e novamente se sentirá gravemente afetado. O desafio de Diogo Dalot sobre Jérémy Doku, aos 10 minutos, foi alto e imprudente e atingiu o extremo belga acima do joelho.
O árbitro Anthony Taylor cuidou da situação e mostrou cartão amarelo a Dalot. Os analistas da cidade sentados na arquibancada da mídia – que podiam assistir aos replays – ficaram furiosos porque Taylor não foi enviado ao monitor pelo VAR Craig Pawson.
Dalot não teria muito do que reclamar se tivesse sido demitido. Ele teve sorte de poder ficar.
O Match Center da Premier League esclareceu posteriormente que o incidente foi verificado e resolvido por Pawson, que decidiu que o contato ocorreu “com olhar e não com força excessiva”.
Chegando tão cedo, um cartão vermelho teria mudado o jogo. Mas com onze jogadores, o United foi a melhor equipa e mereceu vencer. Foi uma grande decisão e Dalot recebeu o benefício da dúvida. Isso lançou as bases para o United vencer quase todos os momentos-chave em um dia bom para Carrick e a equipe da casa. — Dawson