janeiro 18, 2026
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As Ilhas Canárias são únicas e diferentes. A geografia e a origem vulcânica fazem das sete ilhas um território único. Mais singular, se possível, é como alguns de seus habitantes estudar sua orografia especial. Por mais estranho que pareça, muita gente só precisa de um bastão de madeira – com ponta de metal –, coragem e habilidade para superar pedras e saltar encostas que podem chegar… até oito metros. É o que se conhece como Salto del Pastor Canario, prática inventada há milhares de anos pelos Guanches para não perca gado nas montanhas, e agora foi reinventado. “Tem um pouco de adrenalina e uma sensação de peso muito agradável”, explica 20 minutos Juan Aleman, presidente da Federação de Salto de Pastores Canários.

“Esta é uma prática antiga usada pelos antigos colonos das Canárias. como forma de movimento“, observa seu presidente. Eles usavam um bastão de dois a três metros de comprimento. Sem cintos de segurança, sem dispositivos de segurança. O método de uso era elementar, simples. Em algumas áreas, bastava “apoiar-se na bengala”, como lá chamam, para andar. atravessando trechos íngremes.

Em outros, porém, a habilidade do fazendeiro desempenhou um papel importante, pois ele enfiava um pedaço de pau no chão, suspendendo-se no ar para deslizar sobre ele em grandes saltos. Embora esta fosse uma tradição muito viva no arquipélago, as mudanças na economia nacional levaram a grandes mudanças no final dos anos 80: “Ia desaparecer.”

“Fazemos viagens para preservar nossa cultura”

Os canários, porém, não queriam abrir mão do costume que acompanhava suas famílias há muitos anos. Muitos procuravam alternativas para evitar que Salto del Pastor caísse no esquecimento. “A partir da década de 90 surgiram os primeiros grupos que tentavam compartilhe e promovaaté a criação da atual Federação, em 2001”, explica Aleman.

Atualmente é composto por 455 pessoas – 23 menores, 90 mulheres e 342 homens – que abrangem uma ampla faixa etária: “Temos filhos de 6 ou 7 anos a adultos de 84 ou 85 anosembora a média seja de cerca de 40 e poucos anos. Ao contrário das associações clássicas, esta é diferente. “Não temos níveis, competições ou qualquer outra coisa. Nós fazemos isso como hobby, para se divertir, conhecer o meio ambiente e manter uma certa condição física”, admite.

Graças à Federação, aos poucos, o que nasceu no arquipélago foi É conhecido como “yurrias”.termo que na linguagem do arquipélago é conhecido como “grupo” e que reúne os mais entusiastas desta prática. Um dos primeiros a fazer parte de um deles foi Manuel Noda, atual presidente do Hurriya Chipeke. “Costumamos sair às terças, quintas e finais de semana e Todos os membros do grupo se reuniram para planejar rotas. pelos caminhos percorridos pelos pastores e que ainda se conservam”, explica a este médium.

Esta prática não passa despercebida em La Gomera, onde Juan Carlos, de 55 anos, é um dos melhores representantes. Começou a praticar esse salto como herança familiar na década de 90 e desde então não parou: “Isso porque seguir a tradição dos meus avósque sempre teve gado.”

A sua paixão era tão grande que, tal como Manuel, também se tornou presidente da Hurriya Tamonerke. “Geralmente saímos para algum lugar divertido para nos divertir, fazer exercícios e preservar nossa cultura“, Homero descreve detalhadamente 20 minutos. Não só o faz com outros amantes desta actividade, mas Salto del Pastor também se tornou um dos seus grandes hobbies, admite: “Às vezes à tarde ou ao fim-de-semana quando o tempo está bom, saio com o meu cachorro e Em vez de caminhar pelo caminho, prefiro caminhar pelas pedras. puro.”

Apesar dos saltos espetaculares vistos em alguns vídeos nas redes sociais, a realidade é que nem todo mundo está preparado para saltar a grandes alturas, segundo quem o pratica, que detalha que esses saltos são apenas uma pequena parte da atividade. “Por causa da minha idade Eu não posso fazer muita filigranamas posso saltar cerca de três metros”, admite Juan Carlos rindo. Noda observa na mesma linha, observando que devido aos seus 70 anos ele não consegue mais ter um desempenho tão bom quanto os jovens: “Há alguns meninos muito ágeis que pesam pouco e que Eles podem saltar sete ou oito metros.mas para mim é impossível”, avisa alegremente.

Possíveis riscos e lesões

Para poder saltar assim é preciso aliar uma série de habilidades, experiência e preparo físico, afirma o presidente da federação. “Quem tem bom dia (técnica) e que é bom praticante pode facilmente pular o dobro do comprimento do taco“, como se vê nas redes, nota. Porém, nem todos os que a praticam reúnem estas condições”, comenta e aponta, entre risos, um dos lemas que definem esta atividade: “É melhor saltar muitos anos do que muitos metros.”

Embora estas “acrobacias” aéreas possam parecer perigosas, a realidade é que o índice de lesões e acidentes é muito baixo, defende. “Dos 455 membros da federação em 2025, apenas seis pessoas ficaram feridas em um acidente, mas nada além de pequenas fraturas devido a escorregões ou coisas semelhantes”, observa o líder da Federação de Salto de Pastores Canários. “Nada de grave aconteceu”, sublinha, e sublinha que uma das chaves para prevenir lesões é fazer apenas o que cada pessoa pode fazer com segurança: “Lesões ligeiras geralmente acontecem a quem estuda e pensa que sabe mais do que realmente sabe. Quem tem experiência e não tem confiança no salto vai para outro lugar”, finaliza.

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