A seleção começou bem o Europeu, com duas vitórias sobre Sérvia e Áustria, mas já tendo avançado para a segunda fase, a vida ficou mais difícil no terceiro jogo, com derrota para a Alemanha, e começou esta chamada “rodada principal” com zero pontos (vai para … semifinais – dois melhores). Nesta quinta-feira enfrentará a Noruega (18h) com a exigência de não haver mais furos. E Alex Duyshebaev (Santander, 17 de Dezembro de 1992), a autoridade proeminente no andebol espanhol na última década, será novamente fundamental para alcançar este objectivo. Força, remate, coragem e liderança em momentos cruciais fizeram do actual lateral-direito do Kielce (Polónia) uma peça fundamental nos principais campeonatos internacionais. Com latinos filho do talento mítico Ele ganhou dois Campeonatos Europeus, duas medalhas de bronze nos Campeonatos Mundiais de 2021 e 2023 e mais duas nos Jogos de Tóquio 2020 e Paris 2024. E lá ele continua a competir e a sonhar.
— Enfrentar a derrota afeta você mentalmente?
– Não, de jeito nenhum. Vice-versa. Acho que agora temos que mostrar que isso nos motiva ainda mais e nos dá um foco adicional. Isto lembra-nos que não podemos relaxar nem por um segundo se quisermos ganhar jogos. Estamos muito focados.
– Qual é a chave para um bom desempenho da equipe?
– Seja um grupo real. Sejam colegas, sejam amigos, estejam presentes para todos. Passamos muito tempo juntos e também tentamos criar um bom ambiente, nos sentirmos confortáveis e nos comportarmos bem fora da quadra. E aí, quando entramos em campo, cobramos o máximo tanto nos treinos quanto nos jogos. Se conseguirmos combinar essas duas coisas, obteremos bons resultados.
– Você vê que está indo longe?
— O grupo original já era muito exigente. Não existem partidas fáceis. E a “rodada principal” também será muito difícil. Mas vemos isso como um bom desafio. Temos de jogar contra as melhores equipas da Europa, contra equipas de alto nível. Nosso objetivo é competir em todos os jogos, mostrar nossa determinação e lutar até o último dia.
Classificação com a qual o grupo 1 começa na segunda fase
– Se você tivesse que definir essa banda em uma palavra, qual seria?
– Eu diria garra. Ou uma equipe. Quem já está lá há mais tempo tenta transmitir que, aconteça o que acontecer, a equipe sempre vem em primeiro lugar. Não acreditamos em indivíduos. Mesmo que um jogador esteja tendo um dia melhor ou pior, é importante incentivar o companheiro e entender que é o grupo que ganha ou perde, e não o indivíduo.
— O que Jordi Ribera te conta?
“Trabalhamos muito e trabalhamos bem.” Ele presta muita atenção em ser exigente consigo mesmo. Não relaxe, mesmo que o placar esteja a nosso favor, faça cada ação como se fosse a última e não espere uma segunda chance. Aproveite ao máximo cada momento e mantenha o foco por 60 minutos.
“Ribera presta muita atenção em ser exigente consigo mesmo, desempenhando cada ação como se fosse a última.”
— Divide o time com o irmão Dani.
– Isso é algo especial. Isso é uma grande sorte para mim. Saber que ele está ao seu lado nos momentos bons e ruins torna tudo mais fácil. Quando você pode comemorar algo com ele, é duas vezes mais legal. Esta é uma experiência que sempre gostei e valorizei muito.
— Existe um entendimento mútuo especial dentro da pista devido ao fato de serem irmãos?
— Não somos apenas irmãos, mas tocamos juntos há muitos anos. Há muito tempo que temos um clube comum “Kelce” e a seleção nacional, por isso o entendimento mútuo é muito bom. Isso não só pelos laços familiares, mas também porque trabalhamos juntos há muitos anos, nos conhecendo e sabendo como o outro se comporta em cada situação.
– Eles anunciaram que deixariam Kielce no final da temporada. Como você está lidando com esse momento de transição?
– Com tranquilidade. Agora estamos focados em fazer tudo bem e concluir esta etapa da melhor forma possível. Tanto na seleção como no clube o objetivo, como sempre, é o mesmo: vencer o próximo jogo. O que acontecer a seguir acontecerá.
– A nível pessoal, depois da sua experiência na Polónia, o que procura no seu próximo destino?
— Estou em busca de um novo desafio. Algo que me motiva, uma liga ou projeto que me entusiasma. Estou na Polónia há muitos anos, num clube que procura sempre o melhor na Liga dos Campeões, mas o dia a dia da liga é diferente. Além disso, os fatores familiares agora têm uma grande influência. Tenho dois filhos e as decisões não são mais apenas sobre esportes. Procuramos um país e um contexto que também nos convém como família.
– A escolha combina experiência e juventude. Como funcionam os jovens jogadores?
– Muito bom. Adaptaram-se rapidamente ao grupo, a sua frescura e vontade são evidentes. Eles nos dão muito. Aconselho sempre que se acalmem, aproveitem a experiência e o momento. A chegada dos jovens é muito positiva para o grupo.
— Você acha que o futuro do handebol espanhol está em boas mãos?
— É muito cedo para falar em substituição total. A seleção não é tão veterana como em outros tempos. Existem muitos jogadores entre 28 e 30 anos. Mas se continuarem a aparecer jovens de sucesso, haverá competição em todas as posições, e isso é sempre positivo. Existem jogadores muito bons.
— Que nível você alcançou neste Campeonato Europeu?
— Sinto-me bem, tanto física quanto mentalmente. Estou fazendo uma boa temporada no clube e os requisitos aqui são máximos. São muitas rotações e você tem que estar pronto para contribuir quando o treinador precisar. Eu vou dar tudo de mim.
“O objetivo é competir e podemos fazer isso contra qualquer time do mundo.”
— Se você tivesse que fazer uma previsão realista, até onde você poderia chegar no Campeonato Europeu?
— Não falamos sobre objetivos específicos. A nível pessoal, o objetivo é competir. Somos capazes de competir com qualquer equipe do mundo. O grupo foi muito difícil e a segunda etapa será ainda mais, mas vamos passo a passo, concentrados em cada partida.
– Em torneios tão difíceis, onde você acha que está a chave para mudar as coisas?
— Cada torneio é individual, mas é importante ter um bom desempenho. A proteção é sempre importante. Apesar de muitos gols serem marcados hoje, se você souber frear o adversário e tiver uma boa base defensiva tudo fica mais fácil. Trabalhamos muito na defesa.
– Por fim, há alguma mensagem que você queira enfatizar?
“Vamos tentar fazer isso e, o mais importante, daremos o nosso melhor em cada jogo.” Isso não é negociável.