janeiro 25, 2026
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Cartaz do pequeno Liam Ramos protestando contra o ICE

– Europa Imprensa/Contato/Matthew Hoehn

MADRI, 24 de janeiro (EUROPE PRESS) –

O governo equatoriano solicitou formalmente aos Estados Unidos informações sobre a situação do pequeno Liam Conejo Ramos, um menino de cinco anos detido em uma cidade de Minnesota durante uma operação realizada contra seu pai por agentes do serviço federal anti-imigração norte-americano ICE, e cuja imagem, cercado por agentes e prestes a entrar em um carro da polícia, se tornou uma das principais imagens da polêmica operação.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, teve que defender a ação de seus agentes neste caso e argumentar que os agentes estavam na verdade perseguindo o pai da criança, Adrian Conejo, e deveriam ter cuidado do menino para não deixá-lo ao ar livre no meio da onda de frio que assolava a cidade nestes dias.

Liam e seu pai estão atualmente detidos no Texas, em um “centro de processamento de imigração” do ICE, confirmou o consulado equatoriano, e as autoridades equatorianas estão “em contato constante com o oficial do ICE encarregado da instalação para monitorar o bem-estar do menor e de seu pai”.

As autoridades norte-americanas pediram à mãe de Liam que assumisse a custódia do filho, mas ela recusou, temendo a deportação. Segundo o pastor Sergio Amezcua, que desde então ajuda a mãe, a mulher estava “assustada”, explicou à CNN.

O Consulado solicitou informações aos Estados Unidos para determinar quando ocorreria a audiência agendada para finalizar a situação migratória de pai e filho. Da mesma forma, as autoridades equatorianas estão em contato com o advogado particular da família porque a mãe do menor ainda não “solicitou apoio do consulado”, apesar de “ele ter prestado toda a sua assistência”.

O público respondeu à presença do ICE em Minneapolis, como em outras cidades americanas, com greves e protestos como o desta sexta-feira, quando dezenas de milhares enfrentaram temperaturas tão baixas quanto -23°C para expressar a sua oposição e apoio à família da mulher Renee Goode, que foi baleada e morta por um agente federal no dia 7 de janeiro.

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