janeiro 26, 2026
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A caça a Julio Iglesias começou na sequência de uma denúncia de abuso sexual por parte de duas ex-funcionárias da Women's Like Worldwide, uma ONG financiada pelo magnata e filantropo húngaro-americano George Soros, que todos sabemos que vem ratificar o acordo. mudança de paradigma: presunção da veracidade da mulher, inversão do ónus da prova. Ou seja: todo homem é culpado até prova em contrário, como se o outrora chamado sexo mais fraco, depois de muitos séculos sob o domínio dos homens, numa espécie de movimento pendular, quisesse acertar contas com a história procurando bodes expiatórios.

Numerosas vozes e redes sociais juntaram-se ao linchamento de Julio Iglesias para apresentá-lo como uma sátira, carregando maliciosamente imagens do cantor flertando com Talia, Susana Jimenez ou Veronica Castro, bem como com alguma “fã” que ele também beija furtivamente, embora, aliás, não o enojem. Não é surpreendente que estes vídeos do passado nos “guinchem”, porque a sociedade está a desenvolver-se a um ritmo vertiginoso e os padrões morais estão a mudar.

Do “pico” de Rubiales a Jenny Hermoso, onde muitos de nós não vimos nada de libidinal – apenas comportamento idiota – tudo mudou, talvez porque aquele beijo grosseiro, repetido ad nauseam, esteja gravado em nosso inconsciente coletivo. Nós aprendemos isso.

Acontece agora que a Procuradoria do Tribunal Nacional apresentou queixa contra Julio Iglesias por incompetência neste caso. Em qualquer caso, os danos à reputação e o estigma social são irreparáveis. Como no romance de Nathaniel Hawthorne, ambientado na puritana e recatada Nova Inglaterra do século XVII, Julio Iglesias já tem a letra escarlate bordada no peito. E agora?

Miguel Espinosa. Tarragona

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