AVISO: CONTEÚDO Angustiante Za'Zell Preston, 26, sofreu anos de violência doméstica por parte de seu marido, William Wallace, até que ele finalmente a matou e esperou até a manhã de Natal para pedir ajuda.
Deveria ter sido o Natal mais feliz da vida de Za’Zell Preston, e ela o passou com seu bebê de sete semanas e dois outros filhos.
Em 2011, o apartamento da jovem de 26 anos em Anaheim, Califórnia, estava repleto de presentes embrulhados, roupas minúsculas e decorações, prontos para uma temporada de férias perfeita. Porém, por trás dos sorrisos, a jovem mãe vivia um pesadelo que terminaria em assassinato.
Ela estava presa em um relacionamento violento e tóxico com seu marido, William Wallace, há três anos. Amigos e familiares assistiram impotentes enquanto o relacionamento se transformava em abuso, enquanto o homem de 30 anos a controlava e atacava repetidamente. No entanto, ela sempre o perdoou, mesmo tendo contado aos seus entes queridos que ele havia ameaçado matá-la mais de uma vez.
Em 2008, Wallace foi preso por espancar Za'Zell, onde cumpriu pena de 45 dias, foi libertado em liberdade condicional e obrigado a frequentar um programa de tratamento. Mais tarde, ele obteve uma ordem de restrição e, quando Wallace a violou, foi mandado de volta para a prisão.
Za'Zell o visitou atrás das grades e prometeu que ele havia mudado. Quando descobriu que estava grávida de um filho dele – depois de já ter tido dois de um relacionamento anterior – ela quis acreditar nele.
Wallace foi libertada no verão de 2011 e voltou para casa com as filhas, e elas tentaram novamente interpretar famílias felizes.
Em julho, Za'Zell postou nas redes sociais uma foto dela beijando Wallace, com a legenda: “Pombinhos para o resto da vida”. Porém, a realidade estava longe dessa imagem perfeita.
Determinado a escapar do ciclo de abuso, Za'Zell matriculou-se na faculdade e treinou para se tornar conselheiro de violência doméstica. Com a aproximação do Natal, faltavam apenas algumas semanas para ele se formar.
Terror do dia de Natal
Mas às 9h30 do dia de Natal, Wallace ligou para o 911 e disse às operadoras que sua esposa precisava de ajuda médica e, quando os paramédicos chegaram, encontraram Za'Zell caído no sofá.
As paredes estavam manchadas de sangue, tinham sido perfuradas e uma porta arrancada das dobradiças. Em outro lugar, uma mesa de vidro estava quebrada no chão.
As três crianças ainda estavam dentro do apartamento, desatentas e cercadas por papéis de embrulho rasgados e presentes de Natal. Za'Zell foi levada às pressas para o hospital, onde foi declarada morta.
Depois que Wallace foi preso, a horrível verdade sobre o que aconteceu na noite anterior veio à tona. O casal compareceu à festa de Natal de um vizinho.
No caminho para casa, começou uma discussão e mais tarde os vizinhos disseram à polícia que ouviram gritos que pareciam violentos. Wallace bateu na cabeça de Za'Zell e arrastou-a para dentro quando ela tentou escapar.
Sua filha mais velha assistiu com horror quando ele empurrou a mãe contra a mesa de vidro, quebrando-a e estilhaçando sua pele.
Wallace alegaria mais tarde que estava “se defendendo”. Os investigadores não acreditaram nele. A violência continuou no banheiro, onde Wallace derrubou Za'Zell e quebrou a cabeça. Os ferimentos a mataram.
Mas em vez de pedir ajuda, ele fez algo quase inimaginável. Na manhã de Natal, Wallace arrastou o corpo sem vida de Za'Zell para a sala. Ele a sentou ereta no sofá. Ele colocou óculos escuros sobre os olhos dela.
Então ele disse às crianças: “Mamãe ficou bêbada e estragou o Natal”. Ele então os incentivou a abrirem seus presentes ao lado de seu corpo, inclusive filmando o momento.
História de abuso
Wallace foi acusado de assassinato, mas passaram-se nove longos anos até que ele enfrentasse a justiça. No julgamento, os promotores expuseram anos de abuso. “Ele vinha ameaçando matá-la há três anos”, disse o júri. “No Natal, ele cumpriu essas ameaças.”
A avó de Za'Zell lembra de ter encontrado a neta enrolada na rua depois de uma surra. Outra vez, Za'Zell ligou para ela do banheiro de uma loja, escondendo-se de Wallace por medo.
Na manhã de Natal, Wallace ligou para a vovó e admitiu casualmente que havia “batido um pouquinho nela”. O testemunho mais comovente veio da filha adolescente de Za’Zell.
Ela descreveu como ajudou a remover cacos de vidro do corpo de sua mãe. Ela observou Wallace levá-la ao banheiro e enfiar a cabeça dela no vaso sanitário.
“Depois de ir ao banheiro, acho que ele faleceu”, disse o adolescente. “Ele a colocou para dormir enquanto ela estava morta. Ela estava com frio.”
Na manhã seguinte, ele acordou e foi abrir os presentes; sua mãe já estava morta. “Tentei tocá-la”, disse ele ao tribunal. “Ela estava dura como uma rocha, com frio. Eu disse 'mãe' e ela não respondeu.”
A defesa tentou desacreditá-la, alegando que a sua história tinha mudado, mas os promotores disseram que Wallace a aterrorizou e treinou. Enquanto isso, especialistas médicos confirmaram que Za'Zell sofreu repetidos golpes na cabeça.
Em abril de 2021, Wallace foi considerado culpado de assassinato em segundo grau. Saidell Preston, mãe de Za’Zell, que cuidava de seus três netos, o chamou de “psicopata egoísta”.
“Ele espancou e torturou minha filha e assassinou mentalmente seus filhos. Ele não teve piedade dela. Não vamos ter piedade dele”, disse ela.
A filha mais velha de Za'Zell disse ao tribunal: “Cresci no inferno desde que ele assassinou minha mãe. Não existe infância para mim, apenas uma espiral descendente desde que eu tinha oito anos.” O juiz condenou-o a penas entre 15 anos e prisão perpétua, tendo em conta os nove anos já cumpridos.