janeiro 28, 2026
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Nou podemos sobreviver sem procurar outros. É triste, mas é verdade. Há tantos fogos queimando ao nosso redor e, além disso, se prestássemos atenção a todos eles, nossas vidas seriam consumidas por uma melancolia sem fim. Até os ativistas mais apaixonados têm que escolher uma causa aquele que vai lutar, porque no momento em que lida com mais de um, seus esforços se dividem e suas forças diminuem.

Olhar com clareza, ou tentar olhar com clareza, para os conflitos que assolam o planeta – ambientais, políticos, de género, raciais… – exige um catarro titânico. E se olhar para eles exige isso, muito menos fazer algo significativo com eles. Basta estar informado e vigilante? Será suficiente mostrar apoio e falar sobre o que achamos que pode ser feito?

“Se alguém escreve algo sobre as mulheres afegãs nas redes sociais, alguém sempre os culpa por não falarem sobre Gaza. Se você fala sobre a Faixa de Gaza, outros dizem: “Sim, mas e as mulheres afegãs?”

Como consumidores, podemos fazer coisas como boicotar empresas que cometem ecocídios, não cumprem as suas obrigações para com os seus trabalhadores ou empregam menores. Mas como podemos pressionar os nossos governos? E quão eficaz é isso? Armas, tratados comerciais, acordos – o mundo inteiro está a escapar-nos porque para esta pressão funcionar… tem de ser global? Como vamos concordar?

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