janeiro 28, 2026
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28/01/2026

Atualizado às 11h15.

A tempestade lembra Christine do pesadelo que viveu há cinco anos com Filomena em Madrid. A verdade é que ambos os episódios nada têm em comum na sua dimensão, mas o episódio de 28 de janeiro é perceptível e muito incómodo nas estradas que rodeiam a capital.

Num deles, que vai de Boadilla a Moncloa, está Cayetana Lafuerza, uma dedicada estudante de artes plásticas que atualmente está presa há quase uma hora no ônibus que deveria levá-la à Universidade Complutense. Teve aulas de reforço aos 11 anos e aulas de fotografia aos 12. Ele fala no pretérito porque sabe que, para seu pesar, os perdeu.

“Entrei no ônibus às 9h45 em Boadilla e agora estamos perto de Monteprincipe. Duas vans estão presas em uma rotatória e não conseguem seguir em frente. “Suas rodas não estão prontas para a neve”, explica ele à ABC no meio de um engarrafamento.

Cayetana admite que os seus pais a aconselharam a não ir à escola hoje: “Mas a fotografia é uma disciplina pela qual sou apaixonada e não queria perder. Quanto às aulas particulares, eu própria pedi. Já enviei uma carta à professora a pedir-lhe que a suspendesse”, diz ela, humilhada face à devastação de Christine.

Ela e os demais passageiros tiveram duas opções: esperar até chegarem, se chegassem, em Monteprincipe e pegar o metrô leve até Colonia Jardín, já no bairro Latina da capital, ou descer e caminhar para casa: “E é isso que acho que vou fazer. Em circunstâncias normais estou a meia hora de casa… Não sei quanto tempo vai demorar dada a situação atual. “Mas quanto mais tempo ele ficar no ônibus, pior será. Atualmente, os limpa-neves não conseguem entrar nesta área”, acrescenta.

Uma das vans ficou presa na Boadilla Road.

CAETÃ LAFUERS

Outros passageiros, retidos em diferentes partes de Madrid, são menos compreensivos. Hoje usuário tive que dirigir de Majadahonda a Manzanares el Real.

Outra vítima queixa-se de que “a autoestrada A-6 e as estradas circundantes estão fechadas com neve”: “Nenhum sal foi adicionado ou limpo ontem à noite. Sem avisos e durante o horário escolar. É tão bom. De qualquer forma…” zomba, enviando uma queixa ao ministro dos Transportes, Oscar Puente.

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