O roteiro europeu está a mudar de cor a uma velocidade que mesmo os analistas mais pessimistas não esperavam. Marcas chinesas atacaram o mercado do Velho Continente, ganhando quota histórica 5%o que é volume 628.374 veículos novos que circulam na UE e em países vizinhos, como o Reino Unido ou a Noruega.
Porém, o mais alarmante para a indústria nacional é que Espanha se tornou a principal porta de entrada desta ofensiva. Se em média na Europa este valor ronda os 5%, então nas concessionárias espanholas as marcas chinesas já são quase as que mais “mordem”. 10% das vendasrepetindo o sucesso que alcançaram em potências como a Alemanha ou a França. À medida que modelos como o MG ZS ascendem ao topo dos best-sellers, a soberania industrial europeia vacila face às ofertas asiáticas que combinam tecnologia agressiva e preços que as fábricas locais não conseguem superar.
Este avanço imparável de empresas como MG, BYD ou Omoda mostra a vulnerabilidade de uma indústria europeia que assiste impotente à perda da sua soberania comercial. Com preços que os produtores locais lutam para replicar e uma tecnologia que não tem mais nada que possa rivalizar com os tradicionais, Pequim sabe como jogar as suas cartas num tabuleiro europeu enfraquecido pela falta de uma estratégia global forte. O fato é um tapa na cara da realidade: cinco em cada cem carros novos que circulam em nossas estradas já possuem selo chinês.
Motor SAIK, que comercializa MGé o grupo com maior quota de mercado entre as empresas chinesas, com uma quota de mercado de 2,3% a nível europeu. Esta percentagem é 0,4 pontos percentuais superior à registada em 2024, depois de terem sido matriculados um total de 305.717 veículos (mais 24,9% que no ano anterior).
Além disso, de acordo com os números utilizados Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), OFERTA Alcançou uma quota de mercado de 1,4% em 2025, acima dos 0,4% com que fechou em 2024.
No total, a empresa chinesa terminou o ano passado com 187.657 automóveis novos matriculados na Europa, mais do que triplicando o número de unidades vendidas face ao ano anterior (um aumento de 268%).
De minha parte, Omoda e Jaeko Reúne 1,01% das novas unidades registadas no mercado europeu em 2025, somando um total de 135 mil veículos, o dobro do valor de 2024 (com um crescimento de 107%).
Espanha, Reino Unido, Itália e Polónia registaram crescimentos significativos. Por exemplo, a empresa chinesa registou 47.087 veículos no Reino Unido, representando mais de um terço das suas vendas totais na Europa. Em Itália, a empresa aumentou seis vezes as suas vendas, para 15.450 unidades, com uma quota de representação de 11,4%.

Aqui chegaram a 8% e continuam crescendo.
Só em relação a Espanha, a quota de mercado destas três marcas chinesas foi de cerca de 8,3% do total de veículos matriculados no ano, totalizando mais de 1,4 milhões de unidades.
Somente na Espanha MG Foram matriculados 45.163 veículos, o que representa um aumento de 46,78% face a 2024, o que significa que 14,7% das vendas da empresa a nível europeu tiveram origem no mercado espanhol.
Espanha foi responsável por 13% das vendas OFERTA na Europa e quase 20% se contarmos apenas as matrículas na União Europeia, depois de ter conseguido vender 25.552 veículos no mercado espanhol.
Ao seu lado Omoda e Jaeko completou 2025 em Espanha com 23.697 registos, reforçando a sua posição como um dos mercados estratégicos da marca na Europa. Deste volume Omoda atingiu 13.965 unidades, enquanto Jaekoo Foram registradas 9.732 inscrições.
Se os registros de outras empresas do gigante asiático, como motor de salto (2.975 unidades vendidas em Espanha), Link e companhia. (1842), Speng (698) ou Dong Feng (218), a quota de mercado das marcas chinesas é de quase 9%, representando quase 100.000 itens.