fevereiro 1, 2026
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Órgão executivo autônomo Castela-La Mancha completa a publicação de uma nova linha de apoio financeiro destinada a jovens de municípios rurais em risco de despovoamento que estudam em universidades ou recebem formação profissional. A convocatória, prevista para a próxima semana, baseia-se na Lei de Medidas Antidespovoamento e responde à estratégia mais ampla de coesão territorial.

Segundo o primeiro vice-presidente do governo regional, José Luis Martínez GuijarroO objetivo destas bolsas é facilitar o acesso ao ensino superior sem cortar os laços familiares com o município de origem. Esta abordagem introduz um elemento distintivo: o compromisso de que o resto da família continuará a residir na zona rural.

Até 12.000 euros por estudante universitário

A chamada estabelece duas parcelas de financiamento diferenciadas dependendo do tipo de pesquisa. No caso do ensino universitário, a assistência pode atingir o máximo. 12.000 euros por candidatura. Para estudantes profissionais o valor máximo será 6.000 euros.

O objetivo é cobrir uma parte significativa dos custos associados ao estudo fora do concelho de residência, como propinas, deslocações ou alojamento, sem permitir que a saída temporária do jovem implique o abandono definitivo da família do meio rural.

Prazos e procedimento para apresentação de candidatura

O prazo de inscrição abrirá no dia seguinte à publicação oficial do edital no Diário Oficial de Castela-La Mancha e permanecerá aberto até 31 de outubro de 2026. O processamento será realizado de acordo com os critérios estabelecidos pela regulamentação regional aplicável.

O Conselho sublinha que esta assistência faz parte de um conjunto de instrumentos financeiros destinados a garantir a igualdade de oportunidades educativas, independentemente do local de residência.

Educação e serviços como eixo contra o despovoamento

O anúncio desta convocatória ocorreu durante a inauguração da escola infantil Sueños Gigantes, no município de Cuenca, San Lorenzo de la Parilla. O novo centro educacional atende crianças de 0 a 3 anos. Recebeu um investimento superior a 210 mil euros, financiado através do Plano de Recuperação.

Durante o evento institucional, representantes Conselho das Comunidades de Castela-La Mancha enfatizou o papel da educação infantil como ferramenta estrutural para a formação da população no meio rural. A disponibilidade de serviços educacionais é considerada um fator decisivo para a manutenção da residência de famílias jovens em municípios de pequeno porte.

Mais de 120 creches foram abertas na região

Hoje, o governo regional está a promover a abertura 128 jardins de infância em todo o território da Comunidade Autônoma, que se expressa em 2.988 assentos acessível. Na província de Cuenca, o deslocamento já atingiu 33 jardins de infância no total 652 lugares.

Esta rede educativa foi desenhada com uma clara prioridade para os pequenos municípios, integrando a política educativa na estratégia global contra o envelhecimento demográfico e a perda populacional.

Um modelo que vincula aprendizagem e território

A ajuda contratual é uma abordagem que vai além do financiamento individual dos estudantes. O modelo baseia-se na premissa de que o despovoamento é combatido não apenas através de incentivos económicos isolados, mas também através de políticas que fortalecem as raízes familiares e o acesso a serviços públicos básicos.

Neste contexto, o compromisso exigido às famílias beneficiárias fortalece a permanência no território, evitando que a educação dos jovens se torne um fator de expulsão demográfica.

Saúde, educação e serviços sociais

O chefe do executivo da região insiste que garantir o acesso aos cuidados de saúde, à educação e aos serviços sociais é um dos pilares fundamentais da luta contra o despovoamento. Uma combinação de infra-estruturas educativas, assistência directa e serviços governamentais visa garantir a estabilidade residencial a médio e longo prazo.

Assim, um novo apelo à assistência aos jovens universitários e à formação profissional está integrado nas políticas territoriais que ligam o futuro académico dos estudantes ao desenvolvimento sustentável das zonas rurais do país. Castela-La Manchareforçar o papel da educação como motor da coesão e do equilíbrio demográfico.

Referência