fevereiro 1, 2026
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Florian Lejeune (34) enfrenta um dos momentos-chave da temporada com a tranquilidade que a experiência lhe proporciona. O Rayo Vallecano, à beira de um fevereiro crucial e apenas um ponto acima do rebaixamento, visitará o Santiago Bernabeu para enfrentá-los. contra o Real Madrid em uma partida muito difícil. Nesta entrevista ao ABC, o zagueiro francês fala sobre a preparação para três torneios, a força do vestiário e a personalidade de um time que, não importa o cenário ou adversário, não abre mão do estilo de jogo.

— Como você consegue passar uma temporada com três competições ao mesmo tempo?

– Acho que estamos indo bem. No começo foi difícil, mas a equipe cresceu ao longo da temporada e lidamos bem com isso.

— Há uma seção difícil do calendário. Serão muitos jogos Seguiram-se rivalidades difíceis na Liga, e agora a Liga da Conferência está de volta. Como você vê o vestiário preparado para essas lutas?

“Acho que está tudo bem com a equipe.” Os resultados não têm sido muito bons ultimamente, excepto a vitória sobre o Mallorca, mas penso que precisamos de ir jogo a jogo. Não procure mais, porque o mais importante agora é Madrid. Mire nos três pontos e, gradualmente, pense da mesma maneira. Sabíamos que o calendário seria difícil desde o início da temporada e seria difícil até o final. Acho que a equipe está preparada para disputar todas as competições que existirem.

— Existe algum time da Conference League que te surpreendeu particularmente?

— Poznań “Lech”, que conseguimos superar. Esta é uma equipe que foi muito agressiva no bom sentido. Eles controlaram bem a bola e têm pessoas fortes. Também fiquei surpreso com os times que enfrentamos fora de casa. Percebeu-se que as pessoas não conhecem muito sobre essas equipes. Nós próprios percebemos que eles jogam bem, conhecem futebol e é difícil jogar lá. Eles têm um nível alto.

— Como foi a reviravolta contra o Lech Poznan, quando perdeu por 0 a 2 no intervalo e ainda marcou no último minuto?

“Sabíamos que seria um jogo muito difícil. Acho que começamos muito bem naquele dia e depois de dois erros que cometemos errado, percebemos que isso poderia acontecer. No final fomos multados por esses dois gols e no intervalo conversamos sobre o que precisávamos fazer. Jogando em casa, ou você está vencendo por 2 a 1 e procurando o terceiro para encerrar o jogo, ou acaba empatado. No final, com a convicção de vencer e a qualidade que temos em casa, viramos a situação e ganhamos os três pontos.

— Você percebe alguma diferença particular na defesa entre a Liga Conferência e a Liga?

– Afinal, na Liga todos nos conhecemos: adversários, jogadores, sabemos como atacam. Na Conferência os jogadores são menos conhecidos e, como são muitas competições, jogamos uma vez a cada três ou quatro dias e sobra menos tempo para se preparar para o jogo. Lá você terá que aprender com seus oponentes assistindo vídeos e isso custa um pouco mais.

“Não se pode negar que eles tiveram um papel impressionante na fase do campeonato. Depois de chegar às oitavas de final da conferência, você realmente sente que vai vencer a competição?

“Acho que não vamos vencer, vamos vencer.” Precisamos ir jogo a jogo. Quando tivermos que jogar na Conferência, temos que vencer a todo custo. Obviamente todas as equipes que estão lá querem chegar à final e vencer, mas se pensarmos apenas no “vamos vencer”, cometeremos um erro. No dia em que tivermos a Conferência teremos que vencer, mas agora o mais importante é a Liga.

— Do lado de fora, o Rayo é visto como uma equipe com uma identidade muito clara. Que fatores você acha que determinam essa percepção?

“Acho que já há vários anos que jogamos da maneira que nos convém.” Nunca bloqueamos por trás, tentamos manter a bola, pressionar o mais alto possível e jogar pela linha de cima. Acho que isso vem do ano do Andoni, e também o Inigo, que estava com ele, continua fazendo isso, embora de uma forma um pouco diferente, com o toque dele. Acho que somos uma equipe divertida. Às vezes tem jogos que dão errado, mas esse time sempre avança, não importa o adversário ou o campo.

— Como a figura de Inigo Perez influencia como será o Rayo em campo?

— Inigo é o chefe do navio. Ele nos conhece muito bem desde a época de Andoni como treinador adjunto e conhece muito bem cada um de nós. Ele é um treinador muito bom, prepara muito bem os jogos, conhece muito bem os adversários e muito do que ele fala durante a semana acontece mais tarde nos jogos. Para o bem ou para o mal, se você diz que algo vai acontecer, geralmente acontece. Acho que ele é um treinador muito bom e nos transmite muito.

— Que aspecto nunca é discutido nesta área: você vai ganhar ou perder?

– Acho que é uma vítima. Ser um bom companheiro, ajudar, correr e fazer o que o treinador nos pede, dar tudo de nós. Não importa se ganha ou perde, o principal é jogar da forma que sempre queremos, seguir em frente, dar tudo de nós e ouvir o treinador.

— Pessoalmente, ele está agora em muito boas condições. Em que fase da sua maturidade futebolística você se encontra?

“Acho que estou bem, mas também preciso melhorar, porque sempre é possível melhorar.” Acho que estou lidando bem com os jogos e me recuperando bem. Ao longo dos anos procuro ganhar experiência e ajudar os meus companheiros, sejam eles dois defesas-centrais, laterais ou médios. Procure ajudar o máximo possível em campo e curta o futebol.

— Qual centro teve maior influência sobre você em sua carreira?

— Gosto muito do Thiago Silva, do Sergio Ramos, do Van Dijk, do Ruben Diaz e do Marquinhos. Gosto de assistir aos jogos, prestar atenção no que eles fazem bem e aprender com os melhores.

— Quando você se aposentar, como gostaria de ser lembrado?

“Que fui um jogador que deu tudo de si em campo e estava sempre pronto para ajudar os companheiros. Ainda tenho alguns anos para responder melhor a essa pergunta. Que fui um bom companheiro e um bom jogador.

“Ele veio emprestado, depois foi comprado e agora é o esteio do clube. O que Vallecas significa para você a nível pessoal?

– Muitas coisas boas. Vim aqui por empréstimo e desde o primeiro momento meus companheiros, comissão técnica e torcedores me trataram muito bem. Acho que ao longo das temporadas eu mostrei isso e eles mostraram comigo também. É por isso que eu queria ficar. Tive a sorte de o Presidente confiar em mim, tal como os meus colegas. Eu realmente gosto da vida cotidiana. Adoro jogar em Vallecas com a torcida. Quando você é bom no seu trabalho e todos confiam em você, você tem um desempenho melhor nos jogos.

— Que diferença você vê em Vallecas em relação a outros estádios?

– Eles vivem deste futebol. A proximidade da grama com os torcedores torna este evento especial.

— Você acha que as equipes adversárias consideram o jogo de Vallecas um dos jogos mais difíceis do calendário?

– Sim. Não sei se isso é o mais difícil, porque depois você chega ao Bernabéu e diz: 'Foda-se…', mas pela forma como jogamos, o campo menor, os torcedores que pressionam e a proximidade, tudo isso tem um impacto. Não sei se os adversários acabam percebendo isso durante o jogo, mas tenho essa sensação.

— Qual jogador lhe deu mais dificuldades como zagueiro nesta temporada?

-Julian Alvarez.

“Julian Alvarez é o jogador que me colocou nas situações mais difíceis”

— E em geral, quais são os atacantes mais difíceis que você enfrentou na Espanha?

– Sorloth da Real Sociedad e do Atlético de Madrid, Julian, Muriqi, que é um atacante bom e forte, Budimir… São todos muito bons.

— Visto de fora, o Rayo é percebido como um vestiário muito unido. Como isso se reflete em campo, em coisas que o torcedor pode não perceber?

“Isso é observado todos os dias na cidade esportiva. Estamos juntos todos os dias, mesmo quando treinamos fora devido às condições dos campos ou em viagens. Sempre rimos, somos bons companheiros de equipe, nos ajudamos e isso transparece em campo. Não importa se ganhamos ou perdemos, o dia a dia é lindo.

— Este sindicato ajuda a nível desportivo?

– Sim, sem dúvida. São nos momentos mais difíceis que a equipa mais se une. Não existem caras feias, existe um bom ambiente e camaradagem e isso transparece mais tarde.

— Você acha que é nos momentos difíceis que se constrói uma verdadeira equipe?

– Sim. Quando as coisas não dão certo, é hora de trabalhar, dizer ao seu parceiro as coisas certas e ajudá-lo o máximo possível. Fazer essas pequenas coisas ajuda você a sair de momentos difíceis.

— No futebol, que é cada vez mais ofensivo, você acha que o trabalho defensivo é menos valorizado?

“Não sei, mas para vencer o jogo é preciso uma boa defesa.” Se você não defender bem, não vencerá. É verdade que a foto mostra quem faz o gol, mas para mim orgulho é vencer e defender o gol. O mais importante é saber defender bem, ter confiança na comunicação com o companheiro e tentar manter o gol limpo o maior número de vezes possível.

— Que conselho você daria a um zagueiro que está iniciando no futebol profissional?

— Trabalhar todos os dias, melhorar, ouvir os companheiros mais experientes e, sobretudo, o treinador.

“O nosso melhor jogo neste campeonato foi contra o Madrid, em casa; muito bom tanto no ataque como na defesa.”

— Você acha que a melhor versão do Rayo ainda não foi vista nesta temporada?

“Acho que ainda não vimos isso.” Provámos que somos uma equipa muito perigosa e com inteligência de jogo. Houve alguns jogos muito bons e outros em que jogámos bem, mas não muito bem na frente da baliza. Não creio que tenhamos visto um Rayo melhor ainda e espero que chegue em breve.

– Por fim, que jogo desta temporada você procura para determinar o que é essencialmente o Rayo?

– Jogo com Lech de Poznan e jogo com Jagiellonia de Bialystok. Foram jogos difíceis que tínhamos que vencer a todo custo. Também o Real Madrid em casa. Acredito que fizemos um jogo muito bom, tanto defensivamente quanto ofensivamente. A equipe mostrou que o adversário não importa: avançamos sempre, queremos a bola e jogamos. Há muitas vantagens nisso.

Referência