fevereiro 1, 2026
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O segundo evento numerado do UFC do ano aconteceu em todo o mundo, em Sydney, no sábado, com uma série de finalizações antecipadas e performances dominantes. A luta principal foi a revanche da luta pelo título dos penas, realizada em abril passado, entre Alexander Volkanovski e Diego Lopes. E depois de outro desempenho robusto do campeão australiano, é seguro dizer que provavelmente não precisávamos de um Volk-Lopes Parte 2.

Nas duas lutas anteriores à luta principal, os leves apareceram e se mostraram. O próximo desafiante ao título de Ilia Topuria pode não ter sido revelado ainda, mas os fãs do UFC podem esperar muitas lutas de alta qualidade na nova categoria dos leves em um futuro próximo.


Às vezes os críticos estão certos. Não precisávamos ver essa revanche.

O UFC acerta muito em seu matchmaking. Este foi um erro. Não havia razão para continuar esta batalha dez meses após a primeira reunião.

O que piora é que Volkanovski tem 37 anos. Ele não tem muitas lutas pelo campeonato. Ele não queria a revanche, mas nunca recusará uma luta. Mas o que Volkanovski tem de fazer ao lutar contra o mesmo homem duas vezes no espaço de dez meses, depois de a primeira não ter sido – francamente – tão competitiva? Se Volkanovski tivesse 32 anos, tudo bem. Não daria certo, mas pelo menos não pareceria que perdemos um tempo valioso de sua brilhante carreira, quando o tempo é limitado.

Nada disso pretende ser uma crítica a Lopes. Ele se esforçou muito nas duas lutas e em setembro fez seu trabalho ao nocautear o perigoso Jean Silva. Ninguém pode criticar o Lopes, mas neste momento podem criticar o UFC. Movsar Evloev ou Lerone Murphy teriam sido uma escolha muito melhor. Volkanovski deveria ter lutado com outra pessoa no sábado. –Brett Okamoto


Clinical Saint Denis dá um passo para se tornar um candidato ao título dos leves, mas não será o próximo

O peso leve está lotado, mas Benoît Saint Denis provou que pertence à disputa pelo título com uma vitória impressionante sobre o perigoso Dan Hooker. Foi a quarta vitória consecutiva do francês no UFC, e a qualidade de sua atuação faz com que valha a pena dar um salto de pelo menos algumas posições no ranking.

Saint Denis (17-3) usou sua habilidade no wrestling para derrubar Hooker nas lutas acirradas e também garantiu duas quedas. Embora a finalização tenha sido evasiva, uma enxurrada de cotoveladas e socos o fez ganhar o nocaute técnico faltando 15 segundos para o final do segundo round.

Saint Denis subiu no octógono após a vitória e pediu uma chance pelo título interino que Justin Gaethje conquistou no último final de semana no UFC 324, ou uma chance pelo título da BMF, que será disputado por Charles Oliveira e o campeão da BMF Max Holloway no UFC 326 em março. Saint Denis pode precisar de mais uma vitória, da próxima vez sobre um verdadeiro candidato aos leves, para convencer o UFC de que está pronto para uma luta com o título em jogo. Porém, com a quarta vitória consecutiva, ele certamente está batendo na porta do peso leve. -Sam Bruce


A divisão leve vai se sair bem

A divisão de 155 libras estará sempre em boa forma. Historicamente, é um dos mais profundos do esporte. Contudo, nos últimos anos houve um pequeno motivo de preocupação. Esta nova era não conseguiu realizar o trabalho por muito tempo. Saint Denis, Rafael Fiziev, Jalin Turner – e, depois da semana passada, Paddy Pimblett – todos sofreram curvas de aprendizado na era de ouro de pesos leves como Dustin Poirier e Gaethje. Essa nova classe ainda está se provando, mas uma luta como Fiziev x Mauricio Ruffy mostra o extremo talento que vemos no peso leve.

Ainda há crescimento por vir. Mas com Poirier aposentado e nomes como Gaethje e Oliveira não muito atrás, há um vazio iminente no peso leve, mas isso não é problema. Veremos alguns clássicos absolutos entre jovens lutadores como Arman Tsarukyan (29), Ruffy (29), Saint Denis (30) e ainda Pimblett (31), Quillan Salkilld (26) e Manuel Torres (30). Ainda sentiremos falta desses grandes nomes da classe leve, mas esta nova classe pode ser quase tão divertida. –Okamoto

Referência