fevereiro 3, 2026
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Presidente Telefônica, Mark Murtraanunciou um ambicioso plano de investimento 32.000 milhões de euros entre 2026 e 2028.que combina despesas operacionais (Opex) e investimentos em ativos (Capex) e faz parte da nova abordagem estratégica da empresa para fortalecer sua competitividade. “Entre 2026 e 2028, vamos investir 32 mil milhões de euros entre capital e custos operacionais. O nosso plano de negócios envolve investimentos maiores do que o planeado. E isso é sempre um “compromisso” no mundo das finanças”, explicou Murtra durante um discurso numa conferência organizada pela Fundação La Caixa para a Economia e a Sociedade, em Madrid.

O Poder Executivo enfatizou que esta a estratégia exige simplificação preliminar da empresa antes de investir em áreas-chave. “O objectivo da Telefónica não é reduzir as nossas actividades, mas sim reorganizar-nos para nos tornarmos mais competitivos. Estamos num processo constante de redução de custos, desfazendo-nos de unidades de negócio obsoletas”, observou, defendendo que a reorganização e a eliminação de estruturas ineficientes são necessárias para uma maior flexibilidade e eficiência.

Murtra confirmou que a Telefónica continua comprometida gestão financeira e que a evolução do preço das ações da empresa será uma consequência direta modernização e aumento da competitividade já começou. “Estamos focados em melhorar a empresa e, quando fizermos isso, quando a empresa melhorar de forma mensurável, veremos isso refletido no preço das ações”, disse ele.

Em termos de prioridades de investimento, Murtra enfatizou que a Telefónica quer investir em redes, fibra, dados, cibersegurança e infraestrutura de inteligência artificiale confirmou que a empresa está comprometida com liderar uma gigafábrica de tecnologia que poderá ser implementada na Espanha. No entanto, esclareceu que se a configuração do mercado europeu não mudar, a Telefónica não tem interesse em desenvolver diretamente motores ou produtos de inteligência artificial.

SOBRE consolidação do sector europeu das telecomunicaçõesMurtra foi igualmente sincero ao repetir que a Telefónica quer “promover a consolidação do mercado europeu”, um mercado fragmentado de até 38 operadoras, e acrescentou: “Simplesmente por ter 4 a 3 operadoras em cada país, as eficiências libertadas serão gigantescas”. Esta posição, sublinhou, está relacionada com a soberania tecnológica da Europa e com a necessidade de ter operadores fortes à escala continental.

Murtra também defendeu o papel Participação estatal em empresas estratégicas como as telecomunicações, argumentando que esta é uma prática comum nas grandes economias. “As telecomunicações não são apenas um negócio, são uma infraestrutura crítica para a segurança e coesão da economia”, afirmou, citando como exemplo a presença do Estado em vários operadores europeus como a Orange (23,35%), a Telecom Italia (27,32%) ou a Deutsche Telekom (28,26%).

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