fevereiro 4, 2026
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Ouça bipes, zumbidos ou outros sons que ninguém mais consegue ouvir. A sensação de ouvir uma espécie de rádio e não conseguirmos desligar. É o que se conhece como zumbido, ou zumbido, uma condição audiológica e neurológica que, segundo a Sociedade Espanhola de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SEORL-CCC), afeta mais de 8% da população, sendo que 50% dessas pessoas apresentam simultaneamente algum grau de perda auditiva. E embora pouco se fale sobre eles, a Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) estima que entre 10% e 15% dos adultos sofrerão de zumbido em algum momento da vida.

Zumbido nos ouvidos, som quando não há barulho

Zumbido é a percepção do som na ausência de ruído externo real. Essa é uma das coisas: outras pessoas não ouvem porque geralmente é devido a uma infecção interna. “O zumbido é um ruído que só a própria pessoa consegue ouvir”, explica Itziar Gotsi Erezuma, otorrinolaringologista do MediBilbao Salud Bilbao. A forma como soa é única para cada pessoa: bipes, zumbidos, assobios e outros ruídos, como rugidos. Em alguns casos, “o som pulsante pode até aparecer em um ou ambos os ouvidos ou ser percebido ‘dentro da cabeça’”, admite Gotsey.

São sons que podem estar constantemente presentes ou aparecer e desaparecer. “Existem zumbidos transitórios, como após um período de exposição a ruídos altos, enquanto outros ocorrem de forma intermitente ou pioram em momentos de estresse, cansaço ou silêncio”, admite Gotsi. Para algumas pessoas, isso é um aborrecimento com o qual você pode aprender a conviver; Para outros, porém, pode ser muito angustiante e incapacitante, além de afetar “o descanso, a concentração ou o bem-estar emocional”, admite Gotsey.

O que está por trás do zumbido?

É importante compreender que o zumbido é um sintoma e não uma doença. Algumas pesquisas sugerem que os ruídos que as pessoas ouvem em suas cabeças são a resposta do cérebro ou uma forma de adaptação a um tipo específico de dano auditivo. A teoria por trás da pesquisa nesta área é que o zumbido ocorre quando as células nervosas sensoriais do ouvido interno, normalmente aquelas que detectam frequências mais altas, são danificadas. O cérebro responsável por receber essas informações sensoriais tenta compensar a perda desses sinais, e isso faz com que as células nervosas do cérebro fiquem hiperativas.

Portanto, pode-se dizer que o zumbido geralmente está associado à perda auditiva neurossensorial, que ocorre quando o som não chega ao ouvido interno. Na maioria dos casos, o zumbido é subjetivo, ou seja, apenas a pessoa pode ouvir o som.

Como explica Gotsi, estamos diante de um sintoma “que pode ter múltiplas causas”, como:

  • Perda auditiva, especialmente relacionada ao ruído ou à idade. Em relação a esta última causa, este estudo garante que afeta uma em cada cinco pessoas na população idosa.
  • Exposição a ruídos intensos, que podem ser relacionados ao trabalho, ao lazer ou simplesmente aleatórios.
  • Alterações no ouvido interno.
  • Problemas na articulação temporomandibular (ATM).
  • Estresse, ansiedade ou sobrecarga do sistema nervoso. Alguns estudos sugerem que existe uma ligação entre distúrbios psicológicos e zumbido, principalmente estresse, que pode causar e até piorar o zumbido. Para algumas pessoas, isto se torna um ciclo vicioso: o zumbido causa angústia e, por sua vez, piora o zumbido.
  • Algumas drogas ototóxicas.
  • Em alguns casos, causas vasculares ou neurológicas.

O zumbido pode causar perda auditiva? “Nem sempre significam perda auditiva, mas estão frequentemente associados a ela”, admite Gotsey. Nesse sentido, o especialista reconhece que muitas pessoas que sofrem de zumbido apresentam algum grau de deficiência auditiva, “embora isso nem sempre seja óbvio para o próprio paciente”. Ressalta-se que o zumbido “não causa perda auditiva, mas ambos costumam ter a mesma origem, como danos às células do ouvido interno. Por isso, quando ocorre zumbido, é importante fazer uma avaliação auditiva completa”, afirma Gotsi.

O zumbido pode ser curado?

Quanto ao tratamento do zumbido, “depende da causa e de como afeta a pessoa. Atualmente não existe uma cura única, mas existem tratamentos eficazes para reduzir a sua intensidade e impacto”, admite Gotsi, que fala de uma abordagem interdisciplinar que inclui ações como:

  • Trate a causa subjacente, se possível.
  • Reabilitação auditiva em casos de perda auditiva.
  • Retreinamento para terapia de zumbido.
  • Apoio psicológico quando o zumbido causa ansiedade, insônia ou sofrimento emocional.
  • Ensinar o paciente a reduzir a atenção e a percepção do som.

Segundo o especialista, “em muitos casos, com o tratamento adequado, o zumbido deixa de irritar ou fica em segundo plano, o que melhora significativamente a qualidade de vida”.

Medidas para prevenir o zumbido

Embora o zumbido nem sempre possa ser evitado, existem algumas medidas que você pode tomar para proteger sua audição e sua saúde auditiva. Prevenir o zumbido ou retardar sua progressão começa com a proteção da sua audição. Para isso, é importante tomar alguns cuidados, que Gotxi lista:

  • Proteção contra ruído
  • Evite exposição prolongada a ruídos altos
  • Mantenha uma boa saúde auditiva e faça exames regulares.
  • Controle o estresse e o descanso
  • Evite a automedicação com medicamentos potencialmente prejudiciais ao ouvido.

Referência