fevereiro 9, 2026
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O melhor da cerimónia de Gaudí foi a música (Arnal, Dausa, Rossel, Sobral, Bonafonte…). Houve também Magali Sare, que subiu ao mesmo palco, no Liceu, com um concerto de gala. Catalunha, asheka, cortina. É uma pena que a parte de Gaudí não tenha sido tão inventiva quanto aquela. Sim, boa música, mas não foi o Grammy. Foi uma noite temática de cinema com quase trinta prêmios para distribuir. É difícil perder algo e torná-lo interessante. Quem planejou uma gala sem humor, que muitas vezes é doloroso, tinha razão. Joel Diaz, que expressou vontade de cagar para algumas autoridades, mal quis fingir. Uma suposta coragem que pode ser completamente desperdiçada. Aliás, ao contrário de outros anos, a TV3 administrou os planos dedicados às autoridades de forma econômica e correta. Havia apenas algumas linhas mostrando a caixa que ocupavam. A alusão de Bob Pop no palco à sua hipotética luta eleitoral com o prefeito Colbony deu-lhe um perfil um pouco mais televisivo.

Arnal disse em entrevistas anteriores à TV3 que seria uma gala “muito fixe”. Muito otimista. No palco, cinco apresentadores, que aprenderam o texto, que aspirava ser lírico, brincaram com sua iluminação sequencial em cores primárias. Não houve mudanças no cenário durante todo o concerto de gala. Acima de tudo, a única coisa que se moveu foi uma pequena câmera controlada remotamente nos trilhos que permitia filmar o fundo do palco ao contrário. Ascetismo excessivo. Não houve grandes comodidades. A TV3 iniciou a emissão às vinte horas, noventa minutos antes do início da gala, para cobrir durante uma hora a chamada passadeira vermelha estendida em frente à fachada do Liceu. Elói Vila, Elisenda Carod,

Neste aquecimento, as entrevistas com os entrevistados foram cuidadosamente preparadas e os palestrantes foram documentados. Inevitavelmente, houve conversas sobre gentileza e ordem com os diretores da academia convocatória e da estação. O mais inovador foi que além de entrevistas com atores, atrizes ou diretores, disponibilizaram locuções com equipamento de som. Raridade da informação em eventos deste tipo, explicada apenas pelo facto de ser da equipa Sirat e eles são indicados ao Oscar por seu trabalho.

Além de uma breve referência ao facto de o preto ser a cor mais utilizada no vestuário, não houve comentários sobre o guarda-roupa e não foram colocadas questões sobre o alfaiate ou estilista do entrevistado. A pergunta inevitável no tapete vermelho do Oscar. Aqui não havia anúncios, mas havia anúncios em painéis estrategicamente colocados e, principalmente, nos veículos que transportavam alguns dos entrevistados até o tapete da rua onde foram entrevistados. Um carro com marca bem visível e o mesmo motorista em mais de uma viagem, sugerindo que o passageiro foi carregado vários metros antes de aparecer diante das câmeras. Foi uma mentira. Graças a Deus não eram limusines.

A transmissão, com alguns breves problemas de áudio, contou com boas locuções na TV3 de Karolina Rosic e Ismael Martin, concisas e sem pisar no que estava sendo dito no palco. Ainda.

Referência