fevereiro 9, 2026
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O tráfego ferroviário na Catalunha continua a deteriorar-se. Uma greve de três dias convocada por um coletivo de maquinistas afetou esta segunda-feira o tráfego ferroviário, provocando cancelamentos de comboios e atrasos na maioria das linhas. A situação, que também afeta as altas velocidades, é mais um golpe para os passageiros que suportaram três semanas de péssimos serviços. O motivo da greve é ​​exigir garantias adicionais de segurança para os trabalhadores ferroviários, mas o serviço mínimo anunciado deve garantir dois em cada três comboios a circular na hora de ponta. No entanto, a Renfe afirma que não estão a ser implementadas e recomenda procurar transportes alternativos. Há cenas de confusão e incerteza nas estações, pois nem as telas de horários nem os aplicativos Adif e Renfe fornecem informações confiáveis.

Nas principais linhas de ligação a Barcelona, ​​como a linha sul R2, que começa em Sant Vicenç de Calders, em Tarragona, ou a R1, que começa em Masana Massanes e passa por Mataro e Maresme, registam-se muitas interrupções de serviço. A Generalitat recomenda também facilitar o trabalho remoto, tendo em conta as consequências para os comboios. Para os viajantes que pretendem apanhar o comboio, a situação é, se possível, pior do que nos outros dias, uma vez que não são utilizados serviços alternativos de autocarro em dias de greve para compensar as falhas no serviço. Hoje a falta de informação é ainda mais evidente. Nenhum representante da Renfe apareceu ou deu qualquer explicação ou detalhes sobre quais trens estavam circulando.

Na estação de Sants, em Barcelona, ​​a semana começa com a mesma incerteza das anteriores: se haverá comboios. As dúvidas também se espalharam pelos serviços de alta velocidade. Os horários e status dos trens são constantemente atualizados nas telas. “Os horários aparecem, mas depois mudam e alguns trens são cancelados”, explica um funcionário da Renfe.

A recomendação geral permanece a mesma há várias semanas: encontrar um meio de transporte alternativo, como ônibus, metrô ou carro. E os usuários estão começando a perceber isso. Segundo os prestadores de serviço, o fluxo de passageiros nos trens suburbanos é menor que o normal.

Entre aqueles que esperam pelo comboio de alta velocidade, as preocupações permanecem. “Olhei a página de serviços mínimos e meu trem apareceu, mas quem sabe”, diz Pilar, que viaja a Madri para visitar a filha e o neto recém-nascido.

A greve ocorre após uma manifestação convocada no último sábado em Barcelona para protestar contra a instabilidade dos serviços ferroviários que assolam a Catalunha. Na semana passada, a opinião dos usuários da Renfe também foi conhecida em pesquisa do Centre d'Estudis d'Opinió (CEO), realizada entre 10 de outubro e 8 de dezembro de 2025, antes das últimas semanas de caos. Os cidadãos já reprovaram o serviço com uma classificação de 4,2 em 10.

O volume mínimo de serviço definido na Catalunha para esta segunda-feira devido à greve dos maquinistas varia de 33% a 66% nos Rodalies e trens regionais, dependendo do fuso horário. Durante a hora de ponta, das 6h00 às 9h30, prevê-se a circulação de dois em cada três comboios, mas a Renfe afirma que os serviços mínimos não estão a ser realizados porque nem todos os comboios regulares estão a circular.

Trata-se de uma greve convocada por sindicatos como Semaf, CGT, SF-Intersindical, Alferro, CC.OO., UGT e a Comissão Geral das Empresas do Grupo Renfe, exigindo maior segurança e qualidade de serviço após os acidentes de Adamuza (Córdoba) e Gelida (Barcelona).

Referência