fevereiro 11, 2026
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A infidelidade pode abalar tudo pare isso é de longe a coisa mais assustadora em muitas famílias, mas a realidade é que são inúmeros os motivos que levam um relacionamento a passar por tempos difíceis. Desatenção é quando você para de se esforçar para fazer algo Via de regra, a tensão no casal pode ser causada por decisões que não beneficiam a ambos, ciúmes excessivos, desrespeito e pontos de vista divergentes sobre aspectos importantes (desde a resolução de problemas rotineiros até a criação dos filhos). E desculpeo que é sempre necessário nem sempre é suficiente.

E aprender a reconhecer os erros diante de grandes problemas, bem como de pequenos mal-entendidos, é o primeiro passo para colocar seu relacionamento de volta nos trilhos e garantir sua boa saúde. Sabendo disso, um grupo de pesquisadores estuda há algum tempo como o perdão pode fazer a diferença entre fortalecer ou piorar um relacionamento amoroso. E há até Instituto do Perdão, liderado pela Universidade Francisco de Vitória (UFV). e que tem como foco a divulgação e investigação destes casos no casal, na família e na escola ou prisão.

Agora a equipe está sob a liderança Agata Kasprzakprofessor de psicologia da UFV, e Maria Pilar Martinez-Diazprofessor de psicologia da Pontifícia Universidade de Comillas (UPC), passou a analisar como uma pessoa reage emocionalmente após ser magoada e como esse processo acaba afetando os relacionamentos. A novidade é que conseguiram validar uma escala para avaliar o perdão nas relações, o que permite um progresso contínuo na melhoria do atendimento clínico.

“Não deixe ir”

“O facto de a pessoa que me magoou ser meu confidente é difícil não tanto pelo acontecimento em si, mas pelo que essa pessoa significa para mim”, comenta Kasprzak em declarações à ABC. De qualquer forma, está claro para os pesquisadores que tal situação pode levar a em duas dimensões: ou não conseguem superar esse desnível ou acabam mudando a situação e fortalecendo o compromisso no relacionamento.

Os pesquisadores confirmaram, por meio de um instrumento internacional conhecido como Escala de Perdão de Ofensas Conjugais (MOFS), que o perdão entre duas pessoas tende a desencadear amabilidade, evitação ou ressentimento no casal. E por esta razão, Kasprzk defende que “o perdão não pode ser reduzido a uma frase amável ou a um gesto simbólico; reorganização profunda motivação em relação aos outros.

“O perdão nem sempre é bom e pensar nisso é um dos maiores erros.”

Ágata Kasprzak

Professor de Psicologia da Universidade Francisco de Vitória.

“Em um relacionamento, o que mais ajuda a pessoa perdão sincero e saudável, Não desiste. “Há no casal uma adaptação, um caminho para o compromisso”, insiste a especialista, entendendo que às vezes é apenas uma ferida por uma pequena diferença, mas mesmo nesses casos menores é necessário o perdão para que o dano não acabe se acumulando, porque “só o tempo não cura”. Da mesma forma, os pesquisadores acrescentam que “quando a evitação e o ressentimento prevalecem, os relacionamentos tendem a deteriorar-se em termos de compromisso e intimidade emocional”.

Devemos levar em conta que, dizem, “o perdão Não é submissão ou ingenuidade“É um processo ativo que reconfigura a relação e permite que o casal continue a crescer.” O Forgiveness Institute tentou explicar o “modus operandi” do perdão e até agora conseguiu confirmar que a idade do casal ou a duração do relacionamento não são críticas. Sim, fatores pessoais, a começar pela diferenciação muito comum do eu, em que uma pessoa pode ter duas relações entre o que realmente pensa e como acaba por agir, por exemplo, pelo medo do que os outros possam pensar pela sua reação.

Perdoar nem sempre é bom e achar que esse é um dos maiores erros, porque ser uma boa pessoa não é uma obrigação moral”, reflete a especialista da ABC. Assim, ela ressalta que em casos de ofensas repetidas, abusos, ou quando outro não admite erros, por exemplo, o perdão não é suficiente, e que é nesses momentos que contar com um terceiro ator profissional é mais útil. Kasprzak também deixa claro que “muitos relacionamentos, apesar de tentarem, desmoronam porque não sabem fazer bem esse processo de perdão”.

Pesquisa, chave

O estudo envolveu mais de 700 pessoas com idades entre 18 e 83 anos, tanto da Espanha quanto dos Estados Unidos. Todos estão em relacionamentos estáveis ​​e tiveram que relembrar a mágoa causada pelo parceiro e responder algumas perguntas com base nessa experiência real. Os investigadores, que extrapolaram os dados espanhóis para os resultados internacionais e confirmaram que a resposta foi a mesma em todos os casos, estão agora confiantes de que com os padrões testados podem avançar para melhor intervenção clínica e aconselhamento psicológico nos casos em que o perdão parece estar em questão.

Referência