– Europa Imprensa/Contato/Michael Brochstein
MADRID, 12 de fevereiro (EUROPE PRESS) –
A Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos, aprovou quarta-feira um projeto de lei eleitoral proposto pelo partido do presidente Donald Trump que visa implementar novos requisitos para os cidadãos se registarem e exercerem o seu direito de voto.
A chamada Lei SAVE America foi aprovada na Câmara por 218 votos a 213, sendo o democrata do Texas Henry Culler o único membro do seu partido a apoiá-la.
A iniciativa agora deve seguir para o Senado para aprovação final. O presidente da Câmara, Mike Johnson, um republicano, chamou esta semana de “legislação de bom senso para garantir que os cidadãos americanos decidam as eleições americanas: é simples assim”.
No geral, a bancada republicana do Senado mal tem 53 assentos, abaixo do limite exigido de 60, pelo que o projecto de lei está fadado a fracassar na votação final, um resultado que poderia ser evitado eliminando a obstrução, que exige uma maioria de 60 assentos, que Trump defendeu em ocasiões anteriores, mas devido a divisões dentro do Partido Republicano.
O American Rescue Act exige que os eleitores forneçam “pessoalmente” prova de cidadania dos EUA, como passaporte ou certidão de nascimento, para se registrarem para votar nas eleições federais.
Da mesma forma, é necessário apresentar um documento de identificação com fotografia para votar nos locais de votação, e estão a ser introduzidas novas regras para o voto por correio, incluindo a apresentação de uma cópia de um documento de identificação válido no momento do pedido e votação nesses locais.
O Partido Democrata criticou a iniciativa por pretender negar aos americanos o direito de voto, visto que o voto de estrangeiros apátridas já é ilegal e muito raro. Além disso, a lei actual criminaliza os eleitores que não declaram a sua cidadania sob juramento.
“Esta é uma tentativa desesperada dos republicanos de distrair a atenção. A chamada Lei SAVE não visa a identificação dos eleitores, mas a supressão dos eleitores. E eles não têm credibilidade nesta questão”, condenou o congressista democrata Hakeem Jeffries num comunicado de imprensa publicado pela NBC News.