fevereiro 13, 2026
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O julgamento do clã Pujol continua no Tribunal Nacional. A audiência oral do caso, iniciada em novembro do ano passado, contra ex-presidente O catalão Jordi Pujol e seus sete filhos estão imersos na fase de interrogatório de testemunhas. E esta quinta-feira saiu de palco para reabastecer a bateria de anedotas do julgamento: uma das partes presentes, chamada por engano por confusão com o seu nome, explicou o erro ao tribunal, convidando-a a “investigar” e esclarecer tudo. Então a sala se encheu de murmúrios e risadas.

O episódio começou com Fernando Bermejo, o promotor anticorrupção, fazendo perguntas:

“Você trabalhava, ou, não sei se ainda trabalha, no escritório do senhor Carrete?” – iniciou o representante do Ministério Público.

-Meu Deus! – exclamou rapidamente uma testemunha, conectada via videoconferência. “Desde o início dessa ligação eu já sabia que havia ocorrido algum tipo de erro. Sou professora e sempre trabalhei em escola pública. Não tenho mais nada.

—Você é Eva Maria Moreno?

— Meu nome é Eva Martin Moreno.

O promotor imediatamente retrucou: “Bem, não há mais perguntas”. Mas o homem que apareceu continuou: “Realmente, examine-me! Trabalho na Generalitat como professor.” Houve murmúrios e risadas. E o presidente do tribunal, desembargador José Ricardo de Prada, tomou a palavra: “Não se preocupe, basta o que você nos conta. Então você não tem nada a ver com esse procedimento?” “Não”, respondeu ela, acrescentando: “E eu sempre disse isso à pessoa de contato em Madri. E ele disse: “Ah, você vai descobrir, você vai descobrir”. E eu disse: “Bem, eu saberei”. “Eu nem durmo”, disse ele.

As outras partes recusaram-se então a fazer perguntas, mas a testemunha continuou insatisfeita: “Não, não, pergunte-me e esclareça”, disse ela. De Prada finalmente corrigiu o erro: “Desculpe. Foi um erro. Não sei por que guardaram a intimação quando estava claro que você não tinha nada a ver com isso. De qualquer forma, desculpe. Bom dia e muito obrigado.”

Referência