novembro 29, 2025
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Enrique Beltrán Ruiz, notário detido durante a Operação Titella (fantoche em catalão) como suposto cúmplice do produtor e ventríloquo José Luis Moreno para obter cerca de 50 milhões de euros, foi novamente identificado por outra suposta vítima. Embora não seja processado Por último, no caso do guru da comunicação televisiva, Beltrán aponta outra empresa como culpada da fraude, cujo valor ascenderá essencialmente a 550 mil euros, excluindo lucros cessantes, danos indiretos ou danos à reputação, o que aumentará o valor total reclamado para 2,1 milhões. Três pessoas são acusadas junto com o cartório, além da própria empresa Verum.

Em denúncia criminal acessada pela ABC, ele é indiciado pelos supostos crimes de fraude continuada agravada, falsificação de documentos, filiação a organização criminosa, apropriação indébita ou, ainda, gestão injusta.

O caso começou quando a Verum Investments abordou a Interlatin. Foi apresentado como “um veículo financeiro de alto nível capaz de fornecer US$ 14 milhões para co-investimento nas operações privadas da Interlatin com a promessa de uma operação conjunta em vez de participação acionária ou dívida”.

A recorrente alega que, para dar à proposta uma aparência de legalidade e seriedade, a Verum realizou a operação através do notário Beltrán. Foi ele quem autorizou o ato público em que foram registrados investimentos conjuntos no valor de US$ 14 milhões. Primeiro, pagará o primeiro milhão em 15 dias e o restante do capital em 30. “A intervenção de Enrique Beltrán”, explica Julen Martínez de Valmaceda Abogados e autor da denúncia, “não foi um elemento adicional, mas sim nuclear, para que a Interlatin pudesse acreditar na veracidade da operação”.

A tal ponto que a empresa supostamente fraudada aceitou os termos e passou a efetuar pagamentos preliminares (de despesas, comissões, apólices, estruturas bancárias…) exigidos pela Verum como etapa preliminar ao recebimento dos recursos. Em suma, os investidores nunca tiveram qualquer “intenção real de completar” o pagamento de 14 milhões, mas usaram este truque para manter os pagamentos anteriores.

Da Verum, apresentaram múltiplas reclamações às suas vítimas, contendo dezenas de e-mails com datas de pagamento que nunca foram recebidos desde janeiro de 2022. Como resultado do engano, a Interlatin alega que “bloqueou as suas oportunidades financeiras e comerciais, perdeu oportunidades de negócios relacionadas e, finalmente, foi até forçada a rescindir contratos comerciais históricos”, como o seu contrato de distribuição com a Hewlett Packard/Keysight.

Os arguidos nunca pagaram 14 milhões, nem sequer o primeiro valor que tiveram de pagar em quinze dias. E no meio de todo este processo, as suas vítimas souberam que “a escritura, aprovada pelo Notário Beltran, foi a pedra angular que deu credibilidade jurídica e económica ao projecto, ao recolher como informação pré-contratual e sob reconhecimento de firma certos termos de investimento (montante, prazos e conta bancária no JP Morgan) que eram falsos”. A sua intervenção, segundo o advogado Julen Martinez, “não só não foi neutra, mas também decisiva, uma vez que a máquina fraudulenta da Verum poderia ser implementada em detrimento da Interlatin”.