novembro 30, 2025
fotonoticia_20251130145203_1200.jpg


Arquivo – Eleições em Honduras

– Europa Press/Contato/Xinhua – Arquivo

MADRI, 30 de novembro (EUROPE PRESS) –

O Conselho Nacional Eleitoral de Honduras (CNE) anunciou oficialmente o início do dia de votação para as eleições gerais deste domingo para eleger o novo presidente do país.

A votação começou às 7h00 (14h00 no continente espanhol) após um evento que contou com a presença da presidente da CNE, Ana Paola Hall, e do diretor proprietário, Marlon Ochoa.

Notável é a ausência de uma das assessoras da CNE, Cossette López-Osorio, que denunciou as ameaças, bem como a presença de apoiantes do Partido do Renascimento Livre (PLR), no poder, no colégio eleitoral escolhido para abrir a votação.

“Por razões de segurança e para não comprometer a minha integridade, não comparecerei à cerimónia de abertura no dia das eleições. Proteger a minha vida e a vida da minha família não é um ato de medo: é um ato de responsabilidade”, explicou na sua conta X.

Mais de seis milhões de hondurenhos são chamados a eleger o próximo chefe de Estado, 128 deputados permanentes e 128 deputados no Congresso Nacional, 20 deputados regulares e 20 deputados no Parlamento Centro-Americano (Parlacen), 298 prefeitos, 298 vice-prefeitos e 2.168 vereadores.

Os principais candidatos à presidência são o candidato oficial Rixie Moncada (Libre), Nasri Asfura (PN, extrema direita) e Salvador Nasrallah (PL, direita).

Moncada já exerceu o seu direito de voto. “Já sou uma vencedora, já ganhámos, sobrevivemos às armas de 2009, à fraude de 2013 e 2017, derrotamos o ditador em 2021 com Xiomara e hoje o povo continuará a liderar”, disse ela a partir de um centro de votação na região centro-oeste de Tegucigalpa.

“O povo deve aproveitar o feriado civil. Tudo está tranquilo em 18 departamentos. Devemos estar atentos à forma como o processo está se desenvolvendo”, acrescentou.

A tumultuada campanha foi marcada por alegações de fraude eleitoral num país historicamente atormentado pela corrupção e pelo tráfico de drogas.

A lei eleitoral hondurenha não prevê um valor para o segundo turno, de modo que o candidato mais votado se tornará o próximo inquilino do Palácio José Cecilio del Valle, sede do presidente.