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MADRI, 9 de janeiro (EUROPE PRESS) –
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou esta sexta-feira que iniciou consultas com a Rússia e a Ucrânia sobre o estabelecimento de um novo cessar-fogo em torno da central nuclear de Zaporozhye, que permitirá reparar a linha de alta tensão que fornece energia externa a estas instalações.
“A proposta pede à Federação Russa e à Ucrânia que cheguem a acordo sobre uma zona de cessar-fogo temporário num local a aproximadamente 10 quilómetros da central (…) para que os especialistas ucranianos possam realizar com segurança as reparações necessárias”, disse o diretor-geral da organização, Rafael Grossi.
A linha Ferosplavna-1 de 330 quilovolts que conecta a usina à rede elétrica nacional foi danificada e posteriormente desligada em 2 de janeiro, depois que as autoridades ucranianas relataram “um dos ataques de drones mais massivos” por Moscou desde o início desta fase da guerra em fevereiro de 2022.
Um cessar-fogo temporário alcançado pela AIEA em 30 de dezembro já permitiu a realização de trabalhos de reparação nesta linha. “Confiamos que a Rússia e a Ucrânia continuarão a trabalhar construtivamente connosco para realizar estas reparações necessárias e reduzir o risco de um acidente nuclear”, disse Grossi.
A Rússia e a Ucrânia culpam-se mutuamente por bombardearem a infraestrutura de apoio na central, controlada pelas tropas russas desde os primeiros estágios da guerra, que esteve sem energia até 12 vezes desde fevereiro de 2022.
Moscovo registou progressos na Ucrânia nos últimos meses, com o epicentro do progresso em Donetsk. Em Setembro de 2022, Moscovo anexou as regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporozhye, e também conseguiu penetrar Kharkov, Sumy e Dnepropetrovsk, e anexou a Península da Crimeia em 2014.