fevereiro 2, 2026
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A Costa Rica prende a respiração e permanece tensamente calma, aguardando a palavra do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), que elegeu oficialmente o Presidente, bem como dos Vice-Presidentes e membros da Assembleia Legislativa. Mas resultados preliminares que Tal como o Tribunal demonstrou na sua primeira conferência de imprensa, entusiasmaram os seguidores do actual governo, os apoiantes do Presidente cessante, Rodrigo Chávez, e da sua ungida Laura Fernandez, do Partido Pueblo Soberano, de centro-direita.

Já existe uma tendência para votar a favor do partido no poder, com 53,01% dos votos apurados em mesas de 31,14%. Em segundo lugar, com 30,57% dos votos apurados, está o social-democrata de Libertação Nacional e o seu candidato Álvaro Ramos. Ambos os partidos e candidatos receberam cada um 83% dos votos, atrás de uma dúzia de partidos políticos com 16,42% dos votos contados até agora.

As primeiras previsões, baseadas em resultados preliminares, lançam luz sobre as eleições para a Assembleia Legislativa. Dos 57 assentos, o Partido Popular Soberano ganhará pelo menos 31, enquanto a Libertação Nacional obterá cerca de 15 assentos, com o restante dividido entre mais dois partidos; seis da Frente Ampla socialista e três do Partido da Unidade Social Cristã de centro-direita.

Festival Cívico

No dia das eleições, onde não houve grandes choques, embora tenha havido algumas cenas polêmicas, 7.154 comissões de seleção Fecharam as portas das assembleias de voto durante o qual 3,7 milhões de pessoas foram chamadas a exercer o seu direito de voto. A taxa de abstenção ficou próxima dos 33%, inferior à da última eleição, quando atingiu 40% em 2022, segundo dados do TSE na primeira coletiva de imprensa de anúncio dos resultados preliminares. O TSE estimou a participação em 66%, percentual bem recebido pelo povo costarriquenho, que foi encarregado de melhorar a baixa taxa de participação nas eleições de 2022.

“Observamos a participação cidadã ativa, organizada e segura, com 100% das mesas funcionando e sem grandes incidentes”, afirmou o TSE em sua primeira coletiva de imprensa. Os costarriquenhos votaram sob o lema de participar numa “festa cívica”. Quando as assembleias de voto fecharam, centenas de cidadãos dirigiram-se à famosa Fuente de la Hispanidad, localizada na capital San José, que serve como tradicional ponto de encontro para celebrações públicas e, durante as eleições, costuma ser o local onde os residentes da capital aguardam os resultados oficiais.

Contudo, no dia das eleições Houve vários confrontos as coisas não foram além da troca de palavras e gestos entre seguidores de diferentes partidos. No centro da controvérsia estava o presidente cessante, Rodrigo Chávez, que, à sua chegada e partida, foi recebido com raiva fervilhante por parte dos seus seguidores e do partido Pueblo Soberano, bem como vaias dos seus oponentes.

Face à agitação, foi necessária a intervenção das Forças Sociais e Chaves aproveitou para insultar e ridicularizar os seus adversários. Pilar Cisneros, uma das legisladoras mais populares do país e principal figura política do Presidente Chávez na Assembleia Legislativa, disse que foi atacada com uma bandeira quando chegou à sua assembleia de voto. No auge da agitação, a deputada notou que a bandeira estava sendo agitada com violência e ela estava prestes a ser espancada enquanto se dirigia para a entrada da assembleia de voto. A situação obrigou várias pessoas a cercá-la para facilitar sua entrada e saída.

O sonho de 40 deputados

O problema, porém, é o controle do Legislativo. As constantes lutas internas e a indisciplina observadas durante o reinado do Presidente cessante, Rodrigo Chávez, foram um exemplo claro de como a governação estagnou devido à falta de acordos e à enorme fragmentação parlamentar. O partido oficial no poder – na altura era o Partido Social Democrata do Progresso – ele mal conseguiu 10 dos 57 deputados na Assembleia e não conseguiu forjar alianças duradouras para a implementação harmoniosa da agenda do executivo.

Por esta razão, o número mágico que os mesmos candidatos consideram é obter votos suficientes para conseguir 40 deputados na Assembleia Legislativa, que é o número chave para dominar a Assembleia Legislativa e contrariar o contrapeso enfraquecido. “Por que precisamos de 40 deputados? “Para não sofrermos como sofremos na atual administração, para fazermos tudo o que for preciso, para levar este país adiante e acabar com o obstrucionismo, a pobreza e a instabilidade, só conseguimos isso garantindo a continuidade do governo de Rodrigo Chávez com Laura Fernández”, disse o deputado Cisneros em um programa de televisão local. Sem resultados oficiais, ainda não está claro se algum partido alcançará esse “número mágico”, mas a previsão é que surja o partido de Públio Soberano primeiro, ultrapassando pelo menos 30 deputados eleitos.

Referência