janeiro 15, 2026
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Houve um tempo, não muito tempo atrás, em que a morte enfrentava um obstáculo administrativo num pequeno município de Granada. Esta não era uma lei estadual ou decreto regional. Esta foi a vertente municipal, igualmente invulgar, mas também eficaz em termos de atenção mediática. Ironia Foi misturado com necessidade e humor com o governo. Porque embora isto possa parecer uma fábula ou um exagero, a certa altura A cidade de Granada proibiu oficialmente a morte por uma razão muito específica e terrena.

O episódio aconteceu há mais de 25 anos e transformou esta cidade em notícia nacional e internacional. Por trás deste gesto havia um problema real, bem como uma forma única de o resolver, que hoje continua a ser recordado como um dos casos mais curiosos da história. humor político na Espanha.

Lanjaron, uma cidade de Granada onde a morte era proibida

O município em que a morte era proibida era Lanjarónna região de Alpujarra, em Granada. Em setembro de 1999, o então prefeito, “do povo” José Rubioemitiu uma ordem municipal proibindo os residentes da cidade de morrer. O documento foi afixado em locais públicos e logo atraiu a atenção da mídia. A notícia espalhou-se primeiro a nível provincial e pouco depois atravessou fronteiras.

Famosa pelas suas nascentes, balneários e ambiente natural, Lanjarón ficou conhecida durante algum tempo como a cidade onde é impossível morrer. Esta medida não teve consequências jurídicas reais, mas desempenhou uma função fundamental: trouxe à mesa uma questão que não era resolvida há anos e exigiu uma ação rápida.

Por que a morte foi proibida em Lanjaron?

O motivo era simples e ao mesmo tempo alarmante. O cemitério municipal estava superlotado. e ele não tinha nichos para preencher quando a nova equipe do governo entrou na Câmara Municipal. A falta de previsão deixou o cemitério sem espaço para novos sepultamentos. Diante de tal situação, o prefeito tomou uma medida simbólica, mas muito visível.

O partido não pretendia negar a realidade inevitável, mas sim chamar a atenção para problema urgente foi preciso investimento e planejamento. Além disso, serviu como resposta política à situação herdada, centrando-se na necessidade de agir imediatamente. Graças à influência do partido, a Câmara Municipal conseguiu agilizar a decisão abrindo novas instalações. Desde então, diversas prorrogações foram feitas para evitar situações semelhantes no futuro.

José Rubio, prefeito de Lanjarón em 1999, está ao lado contra a morte de seus vizinhos.

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Este episódio permanece como anedota históricatambém deixou uma lição clara: mesmo os problemas mais graves podem ser abordados de forma criativa se o objetivo for resolvê-los e servir o interesse comum.

Influência lateral e primeiras exceções

A publicação da festa causou notável Comoção da mídia. O caso tornou-se tema de artigos de opinião na imprensa nacional, como uma das famosas “Caixas” de Antonio Burgos, e chegou até aos principais meios de comunicação internacionais, como o New York Times, aumentando a notoriedade de Lanjarón para além do nível local.

Apesar da proibição, a realidade rapidamente se instalou. E o primeiro infrator foi amigo do prefeito. José Lozano, 91 anos, conhecido em Lanjarón como “Chapiro”, morreu uma semana depois da publicação do fato. O sepultamento ocorreu no próprio cemitério municipal, salvo exceção, como aconteceu em vários outros casos semelhantes, até que a situação fosse resolvida. Nenhuma sanção foi imposta e logo em seguida, as normas sanitárias foram ajustadas com urgência, permitindo a reconstrução do cemitério e a construção de novos nichos.

Referência