janeiro 12, 2026
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Confronto entre a ex-vereadora Salomé Pradas e José Manuel Cuenca, ex-chefe de gabinete de Carlos Mason, perante a juíza Nuria Ruiz Tobarra. Pradas, segundo fontes familiarizadas com o confronto consultadas por elDiario.es, no protocolo fornecido em suas mensagens de WhatsApp, foi ratificado pela ordem de Cuenca de não restringir a população, uma das opções que foi considerada na reunião do Centro Conjunto de Coordenação Operacional (Cecopi) de 29 de outubro de 2024, dia trágico que deixou 230 mortos. A ex-assessora disse pela primeira vez ao tribunal que acreditava que uma medida desta magnitude “deveria ter sido do conhecimento” do então presidente, com quem não conseguiu contactar por telefone em diversas ocasiões.

Salomé Pradas abordou então o Secretário Regional da Presidência, Cayetano García Ramírez, e recebeu um alto cargo para prestar assessoria jurídica à Procuradoria-Geral da República.

Dada a recusa de Cuenca em limitar esta opção (“Salo, não limite nada”), o réu “refutou” as ordens do chefe da administração Mason. Ele também confirmou que no Checopee “foi discutida a opção de limitar e enviar um Es-Alert”.

Pradas também defendeu sua atuação no Dana Day: “Fui eu quem estava no sopé do cânion”. Ao meio-dia ele tentou entrar em contato com Mason para informá-lo sobre alarmes hidrológicos na Garganta de Poyo e no rio Magro. Às 13h19, o então chefe do Conselho instruiu Cuenca a centralizar as comunicações enquanto estivessem “em ação”.

“Sem papel”, nas palavras de José Manuel Cuenca.

Por sua vez, José Manuel Cuenca afirma que as mensagens do WhatsApp são “descontextualizadas”. O então alto funcionário não tinha “nenhuma intenção, nenhum papel, nenhuma competência” para tomar decisões sobre medidas para restringir a liberdade. Ele também enfatizou que suas ordens eram sobre isolamento, não sobre Es-Alert.

Cuenca disse que a ordem de detenção deveria ter sido emitida antes da consulta jurídica.

O confronto entre Pradas e Cuenca foi precedido de contradições entre suas versões. Salomé Pradas disse que o chefe de gabinete de Mason a aconselhou a não incomodar o então presidente da Generalitat enquanto ele dividia mesa e toalha com Maribel Vilaplana em um estande do restaurante El Ventorro. Pelo contrário, Cuenca refutou o major.

Mais contraditórias foram as versões de ambos sobre o envolvimento do gabinete do Presidente da Generalitat na tomada de decisões sobre a detenção da população.

Mensagens de WhatsApp fornecidas por Pradas confirmam que o chefe de gabinete de Mazon tentou desencorajar essa opção. Um relatório recente apresentado sobre este caso confirmou que o Ministério Público da Generalitat aprovou esta medida.

O ex-assessor e ex-chefe de gabinete chegou pouco antes das 9h30 e encontrou uma reunião de cerca de trinta familiares das vítimas de Dana, rodeados por um grande número de agentes da Guardia Civil que tinham desobstruído a entrada de ambas. Cuenca e Pradas foram recebidos com gritos de “mamporrero” e “asesina”, respectivamente.

Referência