fevereiro 9, 2026
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Primeiro dia de greve no setor ferroviário após graves acidentes ferroviários em Adamuza (Córdoba) e Gelida (Barcelona), que causaram a morte de 47 pessoas, incluindo três maquinistas e um funcionário do refeitório. “Há uma monitorização intensiva”, afirma um maquinista da Catalunha, uma das regiões onde há maior mobilização e turbulência, segundo diversas fontes sindicais, onde os serviços mínimos não puderam ser garantidos esta segunda-feira, prolongando os problemas na rede Rodalies.

“Há muita vigilância sobre ele, especialmente no País Basco e na Catalunha, embora seja cedo para falar em percentagens, pois há muitos turnos com horários diferentes”, dizem fontes da UGT a esta publicação. A CGT indica que os dados de monitorização da primeira greve serão fornecidos a meio da manhã.

A greve visa exigir maior segurança e melhor manutenção da rede ferroviária, para a qual os sindicatos exigem mais recursos, tanto materiais como pessoal.

Na estação Sol Cercanías, no centro de Madrid, não há informações sobre os próximos trens nas telas de entrada. “Isso porque eles já foram embora, faltam cerca de 7 minutos e eles estão indo embora”, diz o funcionário do atendimento ao cliente.


Placas informativas sem trem na estação Sol, em Madrid.

O sistema de sonorização recorda a situação de greve em todo o sector ferroviário nos dias 9, 10 e 11 de Fevereiro e os passageiros são aconselhados a “planear” as suas viagens devido aos cortes de comboios, uma vez que mais de mil comboios foram cancelados devido às greves. Procure também meios de transporte alternativos. Segundo um funcionário do serviço de atendimento ao cliente, “o fluxo de passageiros diminuiu significativamente” esta segunda-feira.

Problemas com serviços mínimos na Catalunha

A greve dos ferroviários, que começou à meia-noite, está a decorrer sem incidentes visíveis, aponta a agência EFE. Exceto na Catalunha, onde houve problemas com alguns trens com manutenção mínima.

“A empresa atrasou a prestação dos serviços mínimos, muitas pessoas não vieram trabalhar por esse motivo. Não têm carta de serviço mínimo”, afirma um maquinista da rede Rodalies. Fontes da UGT afirmam ainda que foram prestados serviços mínimos “fora do horário normal de expediente”.

O motorista do Rodalies afirma que o atraso “só tem duas explicações: estão a fazê-lo de propósito ou estão a fazê-lo de forma muito desajeitada porque a ordem de serviço mínimo foi emitida na quarta-feira”, afirma. “Aqui na Catalunha há monitorização”, acrescenta o maquinista, que afirma que esta é a maior greve de que se lembra “desde 2021”.

No geral, fontes sindicais indicam que no resto do país os serviços mínimos e a greve decorrem normalmente.

Nova reunião com os Transportes esta segunda-feira

Nesta segunda-feira o foco estará em uma nova reunião, às 11h, com a participação do Ministério dos Transportes e dos sindicatos majoritários (CCOO, UGT e maquinistas da Semaf), em caso de reaproximação. Esta é a quarta reunião depois de três realizadas na semana passada sem chegar a um acordo.

O ministro Oscar Puente, que viaja, não deverá comparecer à reunião da ocasião, representando o governo, segundo fontes sindicais disseram à EFE.

A mobilização levou ao cancelamento de centenas de comboios de alta velocidade, longa e média distância entre segunda-feira e a próxima quarta-feira, 11 de fevereiro, bem como à redução da frequência dos serviços suburbanos.

Embora esta seja uma greve que se concentra nos maquinistas, várias organizações de trabalhadores ferroviários apelam a uma greve de todos os trabalhadores da Renfe e da Adif.

“Esta convocatória afetará mais de 34 mil funcionários de empresas públicas e privadas deste setor”, estimou a CGT. “Assim, 13 mil pessoas em Adife, 15 mil em Renfe, 450 em Irio, 400 em Huigo, 1500 em Cerveo e quase 4 mil em Logireil, bem como pessoal de outras operadoras e empresas auxiliares, são convocadas para apoiar a greve”, afirmou a organização.

Referência